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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer


Confira todas as complicações que podem ser geradas por essa doença

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 10/10/2014

No Dia Mundial de Combate à Obesidade (11 de outubro) os dados inéditos do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo.

Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ainda não está convencido? Veja como essa doença pode afetar todo o funcionamento do seu corpo:
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Coração em alerta!
coração partido - Foto: Getty Images

Quanto mais elevado é o nosso peso, mais esforço o coração precisa fazer para bombear sangue e deixar tudo funcionando plenamente. Isso sobrecarrega o órgão, que terá que bater mais rápido do que o ideal. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto  ou AVC. Esse estado inflamatório também pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol  ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.
Metabolismo alterado
pessoa verificando a glicemia - Foto: Getty Images

Quando ganhamos peso, há o aumento do tecido adiposo em dois compartimentos importantes: o visceral (abdominal) e o subcutâneo. "Quando o adipócito está cheio de gordura, existe a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo", afirma a endocrinologista Andressa Heimbecher, de São Paulo. Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e triglicerídeos, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose  e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares. "O acúmulo de gordura abdominal é o mais danoso, porque estimula mais a produção dessas substâncias inflamatórias."

Quando o adipócito está com sua capacidade de estoque cheia, ocorre também um depósito de gordura no fígado, conhecido como a esteatose hepática. "Neste contexto, há aumento dos níveis de ácidos graxos livres circulantes, que geram um efeito no pâncreas chamado de lipotoxicidade - a gordura circulante é tóxica ao funcionamento das células beta do pâncreas", diz Andressa. Ocorre também um excesso de ácidos graxos circulantes nas células musculares, impedindo a entrada de glicose estimulada pela insulina, gerando a resistência insulínica. "Nesse cenário, vai ficando cada vez mais difícil para as células absorverem glicose, acarretando no aumento de ácidos graxos livres e substâncias inflamatórias, gerando um ciclo vicioso." Esse mau funcionamento das células beta do pâncreas, que causa a resistência insulínica, pode agravar e se transformas em diabetes tipo 2.

Quanto mais a pessoa ganha peso, maior é o depósito de gordura acontecendo no tecido adiposo e no fígado. O fígado é o nosso órgão de processamento do colesterol, e se ele não funciona de maneira adequada nossos níveis de colesterol e triglicérides aumentam. "Além disso, quando existe a resistência insulínica, as células dos músculos e tecido adiposo passam a não absorver glicose e a usar gordura quando precisam de energia", afirma a endocrinologista Andressa. Apesar de isso parecer bom, a quebra de gordura em vez de glicose na obesidade aumenta mais ainda a liberação de ácidos graxos no sangue e consequentemente de colesterol ruim e triglicérides.
Digestão prejudicada
homem com dor de estômago - Foto: Getty Images

 "A doença do refluxo gastroesofágico tem, em muitos casos, uma ligação direta com a obesidade", alerta a gastroenterologista Fernanda de Oliveira, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. Ela explica que o aumento da gordura abdominal causa a elevação da pressão dentro do estômago, o que leva ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago - causando assim o refluxo. "Os pacientes com obesidade também têm uma incidência maior de Hérnia de Hiato (deslocamento do estômago para o tórax), que também é uma alteração anatômica que pode levar à Doença do Refluxo", afirma.

A obesidade também aumenta o risco de pedras na vesícula devido ao desequilíbrio de alguns elementos no sangue que influenciam na formação da bile. "A bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula, e consiste em uma mistura de várias substâncias, dentre elas o colesterol, que é responsável pela maioria dos casos de formação de cálculos na vesícula", conta a especialista. Desta forma, quando o colesterol ruim (LDL) está alto e o colesterol bom (HDL) está baixo temos um maior risco de aparecimento de pedras na vesícula, justamente pela alteração deste elemento na bile.

A obesidade também é um fator de risco para pancreatite. Os casos de pancreatite relacionados à obesidade ocorrem principalmente pela formação de cálculos na vesícula que migram para o pâncreas - mas também podem acontecer pela elevação dos triglicerídeos. A maioria dos pacientes com obesidade também tem um acúmulo de gordura no fígado. "O grande risco da gordura no fígado é o aparecimento da esteatose hepatite, que é destruição das células do fígado pela presença de gordura", explica a gastroenterologista. A persistência deste quadro por muitos anos pode levar a cirrose hepática e por isso deve ser acompanhada. "O emagrecimento é fundamental nesses casos."
Fertilidade em perigo
teste de gravidez - Foto: Getty Images

Quanto maior é o tecido adiposo, maior é a concentração de estrona, um tipo de estrógeno, no sangue. "Isso irá estimular o endométrio (parte de dentro do útero, que descama nas menstruações) e aumentar o fluxo menstrual", demonstra a ginecologista Renata Di Sessa, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ao mesmo tempo, com o aumento do estrógeno, o estímulo para os ovários irá diminuir, não havendo ovulação, o que impede a menstruação. Assim, a mulher demora a menstruar e, quando acontece, é em grande quantidade. "A dificuldade de obter a ovulação também pode favorecer um quadro de infertilidade", alerta a especialista. Já o aumento dos triglicerídeos e a instalação do quadro inflamatório no organismo pode favorecer a infecção urinária de repetição e a candidíase de repetição, ou seja, que sempre voltam a aparecer. "Essas últimas também estão fortemente associadas ao diabetes e pré-diabetes, que tem como fator de risco a obesidade."

No homem, a obesidade com IMC acima de 40 pode interferir na produção de uma enzima chamada aromatase, responsável por transformar a testosterona em estradiol, um hormônio feminino que, quando em grande quantidade no homem, pode interferir na produção de espermatozoide e diminuir sua contagem. Com o aumento acentuado de peso, a aromatase passa a ser produzida em maior quantidade, transformando mais testosterona em estradiol e interferindo na fertilidade.
Mais visitas ao banheiro
mulher no banheiro - Foto: Getty Images

A obesidade é, atualmente, um reconhecido fator de risco para a incontinência urinária. "O excesso de peso provoca um aumento da pressão sobre a bexiga e assoalho pélvico, favorecendo as perdas urinárias", explica a fisioterapeuta especializada em uroginecologia Luciana Lopes, da Clínica Da Matta Fisio, em Belo Horizonte. A obesidade também pode ocasionar o enfraquecimento da musculatura da pelve e dos ligamentos que sustentam a uretra, levando à perda involuntária da urina quando são feitos esforços físicos, como tossir.
Efeitos visíveis na pele
mulher se olhando no espelho - Foto Getty Images

Nossa pele também não fica livre dos efeitos da obesidade. "O ganho de peso altera a função da barreira cutânea, o funcionamentos das glândulas sebáceas e sudoríparas, a estrutura e função do colágeno, a cicatrização de feridas, vasos sanguíneos e gordura subcutânea", explica a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a especialista, a função de barreira nada mais é do que regular a perda de água por meio da pele. "Em pacientes com obesidade a pele apresenta-se extremamente ressecada, sem água, e a cicatrização de feridas fica comprometida", diz. Em contrapartida, na obesidade também ocorre uma superprodução de sebos e suor, resultado de uma alteração nos níveis de insulina e hormônio do crescimento. "Essas duas substância passam a ser produzidas em maior quantidade no obeso, o que leva a um aumento secundário da secreção sebácea, já que receptores celulares relacionados à produção de sebo são estimulados por esses hormônios, com consequente piora do quadro de acne", alerta a dermatologista. Os quilos extras causam, ainda, a diminuição de uma substância chamada globulina, essa responsável por transportar esteroides sexuais (hormônios sexuais) - seu nome específico é SHGB. "Essa globulina é recrutada perifericamente pela gordura acumulada no corpo, levando a um aumento da testosterona livre, que estimula o aumento da oleosidade da pele, agravando a acne e o hirsutismo (aumento dos pelos no corpo) ", completa a especialista. Esse aumento da testosterona circulante no corpo e conjunto com a resistência à insulina também pode causar a acantose nigricante, que é o problema de pele mais comum na obesidade. "O excesso do hormônio leva ao escurecimento das axilas, virilhas e de outras áreas onde existam dobras."

Além do aumento da produção de sebo, que favorece a acne, a pessoa com obesidade tem um aumento da secreção de suor pelas glândulas sudoríparas. "Como consequência dessa produção de suor exacerbada temos a hiperidrose", afirma a dermatologista Carolina. A obesidade também está associada com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização. "No entanto, flacidez e rugas  não são tão evidentes nos obesos, pois existe aumento da gordura subcutânea, que 'preenche' os sulcos e linhas de expressão."

Outro problema comum da obesidade são as estrias, causadas pelo estiramento excessivo da pele provocado pelo aumento de peso. "Esse tipo de estria se localiza principalmente nas mamas, coxas, nádegas e abdome", lembra a dermatologista. Foda essas manifestações mais comuns, a obesidade também pode causar o aparecimento de lesões de pele na região do pescoço e axilas semelhantes a verrugas, chamadas fibromas moles ou acrocórdons, e também a queratose pilar, que são pequenas "bolinhas ásperas" que se localizam na superfície externa dos braços. "Algumas doenças de pele não são causadas pela obesidade, mas podem ser agravadas por ela, como psoríase, insuficiência venosa crônica, celulite, infecções fúngicas e bacterianas, hiperceratose relativa da planta do pé (espessamento plantar), hidradenite supurativa, tofo gotoso e intertrigointertrigo."
Sistema linfático e vascular
mulher massageando a perna - Foto: Getty Images

A obesidade impede ou retarda o fluxo linfático, o que conduz à retenção de líquido no subcutâneo, alteração chamada de linfedema. Outro ponto causado pela obesidade é a dilatação dos vasos sanguíneos, principalmente nas pernas, fazendo com que a circulação sanguínea na pele fique aumentada. Há também um maior risco de obstrução vascular ocasionando pela deposição de gordura na parede das artérias. "Essas alterações levam ao aparecimento de varizes, e, eventualmente, tromboses", afirma a dermatologista Carolina.
Não se esqueça do oftalmologista
olho - Foto: Getty Images

A obesidade pode influenciar - e muito! - na saúde dos nossos olhos. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) acompanharam mais de 130 mil pessoas e descobriram que um IMC igual ou superior a 30 estava relacionado com o desenvolvimento de catarata. Segundo o estudo, a obesidade aumentava em 36% o risco do problema ocular. O risco de desenvolver uma catarata subcapsular posterior - tipo mais grave - aumentou em 68% com o excesso de peso. Isso acontece porque a obesidade é um fator de risco para o surgimento de diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são as principais causas de problemas da visão como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Outras doenças oculares decorrentes dessas alterações são degeneração macular, oclusão da veia central da retina ou de seus ramos e retinopatia por hipertensão arterial.
Cérebro afetado
mulher pensando - Foto: Getty Images

As pessoas com obesidade geralmente sofrem problemas cerebrais devido às complicações clínicas da obesidade, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono - todas doenças que favorecem o aparecimento de acidentes vasculares cerebrais, por exemplo. "Mas, por outro lado, observa-se que indivíduos com obesidade e nenhuma comorbidade mostram uma queda do desempenho cognitiva em testes psicológicos, principalmente em idosos", explica o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. O especialista afirma que o cérebro da pessoa acima do peso e com mais idade tende a ser mais atrofiado que o normal, mas ainda não se sabe exatamente o porquê. "Especula-se que a obesidade poderia lesionar uma série de tecidos neurológicos. " Nesse cenário, explica o neurologista, a obesidade também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as demências vasculares.

Além dessas relações, a obesidade é comprovadamente um fator de risco para a cronificação da enxaqueca, podendo tornar a dor de cabeça diária. "Sugere-se que o tecido gorduroso libere substâncias que favoreçam a inflamação dos vasos sanguíneos, além de interferir na produção de neurotransmissores responsáveis pela dor", afirma o neurologista. Outros problemas neurológicos que aparecem em pessoas com obesidade, segundo o especialista, geralmente estão relacionados a outras comorbidades, como síndrome metabólica, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.
Seu sistema respiratório também sofre
criança dormindo no sofá - Foto: Getty Images

 O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece casos de apneia do sono. A apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco - e isso não necessariamente acontece em pessoas com obesidade", explica o odontologista especializado em distúrbios do sono Fausto Ito, da Associação Brasileira do Sono. Entretanto, a apneia está fortemente ligada com o aumento de peso. "O tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia", explica o especialista. Ele afirma que apneia e obesidade andam juntas, uma vez que a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade.

Outro problema respiratório causado pela obesidade é a hipoventilação alveolar, que acontece quando nosso organismo não respira o suficiente, ou seja, não ventila o suficiente para que seja realizada a troca de gases nos pulmões. A relação entre hipoventilação alveolar e obesidade se dá uma vez que o excesso de peso sobrecarrega o aparelho respiratório.
Músculos e ossos mais fracos
homem com dor nas costas - Foto: Getty Images

Segundo o médico do esporte Pablius Braga, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a obesidade causa mudança de postura e alteração de nosso centro de gravidade - que fica projetado para frente devido ao aumento da circunferência abdominal. "Desta forma, a coluna lombar é projetada a frente aumentando a curva das costas e a bacia tende a se projetar também frente, fazendo a coxa girar para dentro e os joelhos formarem um 'X'", explica o especialista. De acordo com Pablius, todas essas mudanças acontecem para compensar o aumento anormal de massa corporal. "O corpo precisa deste ajuste senão as quedas e tombos seriam frequentes devido ao desequilíbrio."

A queixa mais comum dos pacientes com obesidade é a dor nas costas, ou lombalgia. "Ela acontece pela mudança da posição da coluna que ao projetada para frente leva a um aumento da tensão nos músculos que acompanham a coluna e das articulações que a sustentam", conta o médico do esporte. Com o passar de meses e anos, sustentar esta posição por conta da obesidade irá resultar em dor. "Uma das recomendações para diminuir a lombalgia é a perda de peso e o fortalecimento muscular." Outro problema comum em pessoas com a doença é um quadro de gota, que segundo o especialista não é uma relação direta. "Pessoas com excesso de peso e uma predisposição a sofrer com o acúmulo de ácido úrico no sangue, causador da gota, sofrem mais com o controle do problema devido à limitação para ação de medicamentos e a dificuldade de movimentação física", declara o especialista.

A obesidade também é uma emissária da osteoartrite, também conhecida como artrose, e se dá por um desgaste crônico das articulações, causando dores generalizadas. "Existem evidências científicas que mostram a relação entre o aumento de IMC (entre 30 e 35) com o aparecimento da osteoartrite", afirma o médico do esporte Pablius. Ele explica que as articulações possuem algumas forças que possibilitam ao órgão absorver impacto tanto em repouso como em movimento e, ao absorver estas cargas, transformá-las em energia e movimento. Exemplo: ao caminhar existe a carga suportada pelos joelhos ao "chocar" ou colocar o pé no solo. Essa carga é transformada em energia, que impulsiona o pé para frente e executa o passo. "A sobrecarga de peso ou obesidade pode transformar esses movimentos em traumas minúsculos, mas repetitivos, levando as alterações das cartilagens e, consequentemente, um desgaste das estruturas da articulação, formando áreas de inflamação", descreve o especialista.
Câncer em evidência
câncer - Foto: Getty Images

"As pessoas com obesidade parecem ter mais predisposição a vários tipos de tumores", declara o oncologista Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Ele explica que a obesidade leva a uma desregulação do sistema endócrino do paciente, culminando na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. "Isso leva a alterações celulares que podem evoluir para neoplasias", diz. Os cânceres comprovadamente relacionados com a obesidade são os de esôfago, cólon e reto, pâncreas, vesícula, próstata, mama, útero, colo do útero e rim.

"A obesidade aumenta a incidência do câncer de cólon e reto e reto por conta da inflamação crônica que ocorre na obesidade, levando a um hiperestímulo celular e o surgimento da neoplasia", afirma o oncologista. Já no câncer de esôfago, a obesidade está relacionada principalmente com o do tipo adenocarcinoma, que tem como outros fatores de risco o refluxo gastroesofágico e o tabagismo. "Para o câncer de vesícula suspeita-se que a relação aconteça devido às alterações hormonais da obesidade", declara Anderson. Segundo o médico, a obesidade não só aumenta o risco de câncer de vesícula como eleva as chances de morte pelo problema.

O câncer de mama e o câncer de colo do úterocâncer de colo do útero apresentam uma relação importante com a obesidade. "As mulheres com a doença têm 1,5 vezes mais chance de desenvolver câncer de mama", explica o oncologista Anderson. Isso acontece porque o hormônio estrógeno, fortemente ligado ao aparecimento do câncer, é produzido em nosso tecido adiposo. Com o excesso de gordura corporal, esse hormônio pode começar a ser produzido em maior quantidade, aumentando o risco de mutação. "O câncer de colo de útero, por sua vez, está mais relacionado ao ganho de peso acelerado e aumento da circunferência abdominal, principalmente em mulheres na menopausa." No caso do câncer renal, afirma o oncologista Anderson, a obesidade aumenta o risco em 70%, comparável até ao hábito de fumar, que eleva a chance em 50%. "Esse câncer  também parece estar relacionado à produção de hormônios em níveis aumentados."

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Terapia de casal pode salvar um casamento em conflito


Conversar com um profissional ajuda o casal a reconstruir a vida

As dissoluções de uniões conjugais aumentaram cerca de 20% nos últimos dez anos no País, segundo os dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De 2000 até 2010, o número de pessoas envolvidas em algum tipo de separação passou de 11,9% para 14,6%.
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Apesar dos números, o casamento é um compromisso que continua em alta, uma alternativa apreciada por um grande número de pessoas no mundo todo. Recebemos notícias de pessoas se casando o tempo todo, ao mesmo tempo em que ficamos sabendo de vários casais que se separam, porém esse fato não chega a alarmar os candidatos que querem subir ao altar ou mesmo que juntam seus pertences para morarem sob o mesmo teto, compartilhando a vida e gerando filhos.

    "No casamento, os dois precisam de atenção constantemente e pequenos carinhos, agrados, mimos, podem ser os diferenciais para uma relação duradoura."

O casamento implica uma relação interpessoal de intimidade e coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato. Quando ele não caminha bem e difere dos contos de fadas que ouvimos desde pequenos a respeito da vida a dois, muitos casais fazem a opção de não olharem para as divergências. Desse modo, vivem um "faz de conta" e levam adiante uma história infeliz. Há também os casais que resolvem se separar sem sequer ter recorrido à ajuda de profissionais especializados nessa área.
A importância de ouvir um profissinal

A separação pode acontecer por uma inabilidade do casal em resolver conflitos. Cada um usa os seus próprios referenciais para julgar sem ao menos dar a chance de ouvir o outro, pois normalmente estamos tão presos a crenças que fomos criados que não enxergamos outras realidades. Ouvimos somente o que queremos ouvir e interpretamos de forma distorcida situações que de alguma forma nos são convenientes.

O trabalho terapêutico irá possibilitar a recontextualização das situações vivenciadas em casal, revendo crenças que cada um tem em relação ao casamento. Como estamos envolvidos na relação disfuncional (com conflitos), não temos percepção do quanto a relação deve ser dupla em vez de uma via única, ou seja, ela depende da ação conjunta do casal para que o casamento se ajuste e o casal possa reconstruir a vida
Saiba mais

    Saia da rotina no casamento
    Casamento pode reduzir o risco de infarto
    Ter um tempo sozinho também é importante

Pelo fato de estarem tão centradas em acusar o outro, as pessoas envolvidas também acabam se esquecendo de olhar para as próprias atitudes. Dessa forma, distanciam-se da responsabilidade de realizar mudanças que possam trazer uma harmonia entre o casal.

Ao poder ouvir o outro dentro de um processo de terapia de casal, o casal começa a refletir e buscar soluções conjuntas, envolvendo diálogo, afeto, tolerância e ações efetivas para recuperação do casamento. Essas ações dependerão das duas partes envolvidas e não somente de um dos parceiros.

Os casais se enganam quando param com os cuidados do cotidiano. No casamento, os dois precisam de atenção constantemente e os pequenos carinhos, agrados, mimos, podem ser os diferenciais para uma relação duradoura.

sábado, 22 de novembro de 2014

Compare nove tipos de pães antes de inclui-los na dieta


Eles são ricos em carboidratos e variam bastante na quantidade de fibras

Comer um pãozinho com manteiga no café da manhã é quase uma tradição para os brasileiros. Mais do que gostosos, os pães são ricos em carboidratos. No Dia do Trigo (10 de novembro), lembramos que esses nutrientes são importantes para o funcionamento de corpo e não devem ficar de fora da dieta sem aconselhamento médico.

Sempre que ingerimos carboidratos, eles entram na corrente sanguínea e são absorvidos em diferentes velocidades, dando energia para o organismo funcionar. Quanto maior a velocidade de absorção de seus carboidratos, maior será o índice glicêmico do alimento.

"Todos os tipos de pão são ótimas fontes de carboidratos, responsáveis por dar energia ao corpo. Mas, como o índice glicêmico de cada tipo pode variar, é importante saber qual é a melhor hora para comer cada tipo", diz o nutricionista e personal trainer Vinicius Oliveira, da Academia Forum Exere Fitness. Cada pão também possui uma quantidade de nutrientes específica. Conheça mais essas variações.

Pão branco (normal)

Também conhecido como pão francês ou pão de sal, o pão branco é o mais consumido pelos brasileiros. Ele é feito com farinha refinada de trigo e é rico em carboidratos e proteínas. Como o índice glicêmico é elevado, o pão branco é usado como padrão para medir a glicose nos alimentos. "Ele é o pão que apresenta o maior índice glicêmico e, por isso, não deve ser consumido antes dos exercícios ou de dormir", diz Vinicius Oliveira.

O hábito de consumi-lo na primeira refeição do dia é bastante saudável, segundo o nutricionista. "Quando acordamos, nosso corpo de uma grande ingestão de energia, já que passou várias horas em jejum. Por isso, o pão branco, que contém mais carboidratos, é o mais indicado", comenta. Após um grande gasto de energia, como depois de uma atividade física, comer um pão branco pode ajudar a recuperar a vitalidade.
Pão integral

 O pão integral não é preparado com farinha refinada, o que mantém as quantidades de vitaminas, minerais e fibras dos cereais no pão, tornando-o bastante nutritivo. Mesmo que também tenha carboidratos, as fibras contidas no pão integral desaceleram a absorção de glicemia pelo organismo, o que diminui o índice glicêmico.

"Esse tipo de pão é indicado para antes do treino. Como ele tem grande quantidade de fibras, que fazem o corpo absorver insulina de maneira mais lenta e gradual, garante energia durante todo o treino", explica o nutricionista.
Pão de linhaça


A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e renovador celular. Um pão feito dessa sementinha também possui essas caraterísticas. "Ele é rico em fibras e gorduras boas, as insaturadas. Assim, o consumo desse alimento ajuda a melhorar o índice nutricional de nossa alimentação", explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella.

De acordo com o nutricionista Vinicius Oliveira, o pão de linhaça, ainda garante ao corpo um aumento de energia e de vitalidade. "A linhaça acelera o metabolismo, o que garante eficácia na produção de energia celular e ajuda a recuperar a fadiga muscular". Por isso ele é uma ótima opção para um lanchinho antes e depois do treino.
Pão de centeio

Esse pão é o campeão no quesito quantidade baixa de gordura. "O pão de centeio é o que contém menos gorduras e proteínas, sendo uma boa opção para quem não quer mais consumir pão branco ou quer ingerir menos gorduras", diz Vinícius Oliveira. Além disso, ele tem praticamente as mesmas fibras que o pão integral, ajudando no processo digestivo. No entanto, esse pão contém mais carboidratos do que os outros tipos.
Pão de Aveia

Rico em ferro, magnésio, zinco, cobre e proteínas, o pão de aveia é bastante indicado para quem tem problemas em controlar a glicemia, já que a aveia é rica em fibras solúveis, principalmente a beta-glucana, que retarda a absorção de glicose e do colesterol, sendo uma sugestão de pão para hipercolesterolêmicos.

Além disso, assim como o pão integral, a grande quantidade de fibras ajuda a abaixar o índice glicêmico, ideal para quem quer fazer um lanchinho antes de alguma atividade física mais demorada.
Pão de milho

O pão de milho, diferente do que é feito de trigo, não perde a casca durante o processo de preparação. Por isso, ele é rico em fibras e minerais, como fósforo, ferro, potássio e zinco. Além desses nutrientes, o pão de milho também é rico em proteínas e vitaminas do complexo B. "Ele é uma importante opção para quem tem doença celíaca, já que o milho não contém glúten", diz o nutricionista Vinicius Oliveira.
Pão australiano

Esse pão, feito de farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, tem uma cor escura, que vem da farinha integral, e um sabor adocicado causado pelo estrato de mel usado durante o preparo. É rico em vitaminas, minerais e fibras provenientes da casca dos grãos de trigo.
Pão Sírio
Unidade 50 gramas Calorias Proteínas (g) Carboidratos (mg) Gorduras (g) Fibras (g)
Pão branco 140 4,73 25,33 1,98 1,15
Pão integral 128 5,00 23,20 1,00 3,45
Pão de linhaça 111 9,00 15,00 1,6 4,9
Pão de centeio 130 4,00 24,00 1,00 3,00
Pão de Aveia 130 4,00 24,00 2,00 3,00
Pão de milho 146 4,15 26,20 1,50 2,15
Pão australiano 150 4,5 27,00 2,09 3,45
Croissant 235 5,00 27,00 12,00 0,6
Pão Sírio 139 6,00 33,00 1,00 1,7

Também conhecido como pão pita, ele é feito de trigo assim como o pão branco, só que contém menor quantidade de gorduras e de carboidratos. Ele é uma boa opção para quem quer variar a dieta sem aumentar a quantidade de calorias e gorduras ingeridas.
Croissant
Saiba mais

    Macarrão que cabe na dieta
    Dieta mediterrânea

Croissant - que quer dizer crescente em francês - é aquele pãozinho em forma de meia-lua, feito com massa folhada e grande estrela do café da manhã dos franceses. Essa opção tem mais gorduras e calorias do que os outros tipos e deve ser consumida com moderação, principalmente as versões recheadas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Hidratação adequada é muito importante para peles secas e sensíveis


A linha de hidratação diária de Fisiogel® é feita especialmente para evitar problemas nesse tipo de pele

O inverno é conhecido como uma época de peles secas, mas a hidratação é importante o ano inteiro, até porque no verão somos expostos a fatores que ressecam a pele, como excesso de sol, água do mar e piscina, atividades físicas ou mesmo o ar condicionado. Por isso, é importante que todas as pessoas cuidem do ressecamento da pele, principalmente quem já a tem seca e sensível.

A pele seca se torna mais propensa a descamação, irritações e coceiras. Isso ocorre porque a camada mais externa da pele é revestida por uma barreira, que tem a função de proteger a pele contra danos externos, também evita a perda de água e de lipídios importantes para a integridade dessa barreira e boa aparência da pele. As células da camada córnea da pele se desprendem com mais facilidade por causa do ressecamento e a pele também se torna mais vulnerável a agentes externos, podendo causar irritação.

Por isso, a oleosidade na quantidade certa é importante. Uma pele hidratada tem sua barreira cutânea íntegra, correndo menor risco de apresentar problemas como coceiras e irritação, além de estar protegida inclusive contra agentes externos.

Apesar de o ressecamento poder ser causado por fatores externos como uso de sabonete inadequado, banhos muito quentes, clima muito frio, entre outros, existem pessoas que tem a pele naturalmente seca. Essas também precisam tomar cuidado o ano todo, principalmente hidratando a pele constantemente, para recuperar essa barreira natural.

Veja algumas dicas para evitar um ressecamento excessivo da pele:


    Tome banhos em temperatura ambiente, nada de água muito quente, pois ela retira a oleosidade natural da pele
    E quanto mais longos os banhos forem, pior para a pele: tome duchas de no máximo sete minutos ao dia
    Use sabonetes específicos para a sua pele: no caso da pele seca, existem tipos específicos com propriedades hidratantes
    Não deixe de usar hidratantes, principalmente os específicos para a pele seca, se esse é seu caso
    O melhor momento para usar hidratantes é após o banho, pois a pele aceita melhor sua penetração
    Ingerir líquidos todos os dias é fundamental para a saúde da pele e também ajuda a repor a umidade perdida com o ressecamento.

Geralmente, as peles mais secas exigem à aplicação de uma camada mais grossa e as peles oleosas a mista uma camada mais fina, por causa do limite de absorção do produto. A quantidade ideal para o rosto e pescoço é uma colher de chá de hidratante. A camada muito fina pode não proporcionar a hidratação adequada.
Hidratante que te faz bem

Apenas ser um creme ou uma loção não adianta, é importante que o produto contenha ativos hidratantes que garantam que a pele realmente reponha a oleosidade e a umidade perdida com o ressecamento. Sem isso, o uso não adiantará de nada.

Uma boa aliada para isso é a linha de hidratação diária Fisiogel®, o hidratante mais recomendado pelos dermatologistas¹.

A vantagem da linha Fisiogel® está em sua exclusiva tecnologia BioMimic®, que tem estrutura lamelar, semelhante à estrutura física e química da barreira cutânea, respeitando as necessidades da pele² ³. Além disso, os produtos trazem ceramidas, ácidos graxos e colesterol em sua fórmula, nutrientes essenciais para o bom funcionamento da pele. Dessa forma, a linha Fisiogel® proporciona uma tripla ação hidratante: emoliente, umectante e restauradora da barreira cutânea. Por isso, ela é ideal para a pele seca e sensível e foi testada clinicamente para esse perfil ² ³.

Além de ser feita sob medida para a pele, a linha de hidratação diária atua diretamente na pele e tem ação imediata e prolongada. Para completar, são produtos hipoalergênicos e livre de substâncias que causam irritação à pele, sendo hidratantes de uso diário adulto e infantil² ³.

A linha Fisiogel® Terapia de Hidratação Diária é composta por dois hidratantes, indicados especialmente para as peles secas e sensíveis, pois contém os lipídeos necessários para restabelecer o seu equilíbrio natural. Fisiogel® Loção Cremosa e Fisiogel® Creme são livres de emulsificantes convencionais, corantes, conservantes e perfumes em sua formulação ² ³. A loção cremosa pode ser encontrada em embalagem pump de 500 ml e frascos de 120 e 240 ml e o creme está disponível na versão 60 g.

Conheça também outros produtos da linha Fisiogel® Terapia de Hidratação Diária, ideais para a limpeza diária da pele seca e sensível.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sete cuidados para prevenir o câncer


Especialistas indicam hábitos capazes de evitar os tipos mais comuns da doença

O tratamento contra o câncer é um dos mais desgastantes. Família e paciente sofrem durante meses, às vezes por vários anos, até controlar a doença. Fatores genéticos são historicamente conhecidos como causas do problema, a novidade da Medicina mais recentemente é o peso que seus hábitos têm no desenvolvimento de um tumor. "Manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos fazem bem para a saúde de maneira geral e isso inclui a prevenção de vários tipos de câncer", afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Jr, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). "O segredo está em identificar os cuidados específicos para cada tumor".

Veja as dicas dos especialistas para diminuir os riscos dos principais tipos da doença.

Câncer de mama
Tipo de câncer mais comum em mulheres, com exceção do câncer de pele, o câncer de mama corresponde a 28% dos tumores no sexo feminino. Segundo a oncologista Ana Ramalho, coordenadora da divisão de atenção oncológica do INCA, os exames preventivos, como a ressonância da mama e a mamografia, têm um papel importante na prevenção e devem ser feitos uma vez a cada dois anos, após os 40 anos de idade. "Quando a mulher chega aos 50, deve realizar pelo menos um desses exames anualmente, além de fazer o autoexame de toque toda a semana", afirma a especialista.

Outro hábito simples tem se mostrado eficaz na hora de prevenir o câncer de mama. "Para as mulheres que estão pensando em ter filhos, um bom conselho é amamentar o bebê pelo menos durante o primeiro ano de vida. Estudos mostraram que esse hábito, além de trazer inúmeros benefícios para o bebê, pode diminuir em até 5% as chances de ter câncer de mama", explica.
Tomate ajuda a prevenir câncer de mama.

Câncer de próstata
De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer, o câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge homens, correspondendo a 30% dos casos registrados. "Fazer o exame de toque retal ou ultrassom da próstata, anualmente, a partir dos 40 anos é fundamental", afirma o urologista José Roberto Colombo, especialista do Minha Vida.

Outra medida apontada pelo o especialista é aumenta a ingestão de tomates, principalmente em versão quente, como no molho vermelho. "O tomate tem uma substância chamada licopeno que, além de dar a cor avermelhada à fruta, também age como preventivo contra o câncer de próstata".
Tabagismo é um fator de risco de tumor

Câncer de pulmão
Esse tipo de câncer é o mais comum de todas as neoplasias malignas e apresenta um aumento de 2% ao ano na incidência mundial. "Aproximadamente 90% de pacientes que foram diagnosticados com câncer de pulmão fumam ou já fumaram. Esse dado já mostra que a melhor maneira de se prevenir é não fumar ou largar o cigarro o mais rápido possível", afirma o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio Libanês, líder da pesquisa Câncer de Pulmão: a Visão dos Pacientes.

De acordo com o pneumologista Ricardo Meirelles, da Divisão de Controle de Tabagismo do INCA, a região sul do Brasil é onde o câncer de pulmão afeta mais pessoas. "É lá também que o hábito de fumar e consumir outros produtos derivados do tabaco é mais comum", explica.

Cavidade oral e laringe
Mesmo que os casos desse tipo de câncer sejam mais comuns em homens, as mulheres também precisam ficar atentas e evitar alguns hábitos que causam diretamente a doença. "Os principais fatores de risco para o câncer da cavidade bucal são o fumo, o consumo de álcool e infecções bucais por HPV. Sozinho, o tabagismo é responsável por cerca de 42% das mortes por esse tipo de câncer. Já o alcoolismo intenso é responsável por 16% das mortes", afirma o oncologista Fernando Luiz Dias, coordenador da seção de cabeça e pescoço do INCA.

O tabagismo e o consumo de álcool têm efeitos ainda mais devastadores juntos. "Estudos apontam que, juntos, o fumo e a bebida aumentam em 30 vezes o risco para o desenvolvimento do câncer da cavidade oral e laringe", diz o oncologista Fernando Luiz Dias.

Colo do útero
Tirando o câncer de pele não melanoma, o câncer de colo de útero é o que apresenta maior percentual de prevenção e cura. "Para diminuir esse tipo de câncer, dois hábitos se mostram bastante eficazes: o uso de preservativos e fazer o exame Papanicolau todos os anos", afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Jr, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC).

Segundo o especialista, o vírus do papiloma humano (HPV), é um dos principais causadores do câncer de colo de útero. Para se proteger, basta usar preservativos e controlar o número de parceiros sexuais. "O começo da vida sexual está cada vez mais precoce. Isso favorece o aparecimento do vírus do papiloma humano e, consequentemente, o câncer de colo de útero", explica. Como a vacinação contra HPV ainda não está disponível a todos, o uso do preservativo ainda é a melhor forma de prevenção.

Já o exame Papanicolau é a maneira mais eficiente de encontrar esse tipo de câncer no estado inicial. "Nessa fase, o problema é facilmente tratado. Por isso, as mulheres que tem vida sexual ativa devem fazer esse exame esse exame pelo menos uma vez por ano", explica o oncologista.

Câncer de pele
Considerando todas as variações possíveis, o câncer de pele é o mais comum, tanto em homens como em mulheres. Por outro lado, ele também é o que possui o maior índice de cura, se descoberto em estágio inicial, e o mais fácil de prevenir. "O câncer de pele está diretamente ligado à exposição demasiada ao sol. Por isso, as duas melhores maneiras de se prevenir estão ligadas a este hábito", explica o dermatologista Claudio Mutti, especialista em cirurgia oncológica pélvica pelo Instituto de Controle do Câncer.

Segundo o dermatologista o protetor solar é o maior aliado na prevenção do câncer de pele. A aplicação deve ser feita cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e o produto deve ser aplicado no corpo todo, especialmente nas áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço, colo e braços. "É nessas áreas que o câncer de pele é mais frequente", explica.

Outra medida importante é evitar sair no período de pico do sol, entre 10 e 16 horas. "Mesmo usando protetor solar, é importante evitar se expor aos raios solares nesse período de sol forte", explica Claudio Mutti.
Fibras ajudam a prevenir câncer de pele.

Cólon e reto
"Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis como a prática de atividade física, pode reduzir 37% desse tipo de tumor", diz o nutricionista Fábio Gomes, especialista da área de nutrição do INCA. O especialista ainda lembra que a ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas também pode ser um fator de risco para esse tipo de câncer.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

4 passos simples para iniciar uma rotina de exercício físico

Se é certo que o exercício físico regular faz maravilhas ao corpo e à alma, também é verdade que este não é um dos hábitos mais fáceis de incutir nas pessoas e nas suas rotinas diárias. Aliás, a maioria das pessoas começa e para, só para começar outra vez e, no fundo, não há nada de mal nisso, o importante é voltar a começar! Estes 4 passos simples vão ajudá-lo a iniciar e a manter, de vez, uma rotina de exercício físico!

mexa-se
Os principais obstáculos

Porque é que a maioria das pessoas tem dificuldades em praticar esportes ou exercício físico regularmente? De fato existem inúmeras razões, mas estas parecem ser as principais:

    Muito difícil. Geralmente, as pessoas começam com toneladas de ambição e quilos de entusiasmo, ou seja, com grandes objetivos: “Vou para a academia todos os dias durante uma hora!” ou “Vou fazer caminhada durante 30 minutos todas as manhãs!”. E qual é o problema disso? É muito difícil para cumprir a longo prazo. Ou seja, até pode manter esse ritmo durante os primeiros dias, mas em pouco tempo ficará cansado, sem energia e sem vontade de manter o objetivo que inicialmente era tão atrativo.

    Objetivos demais. A maior parte das vezes queremos fazer muito de uma só vez. Queremos correr, levantar pesos, comer de forma saudável, eliminar doces e refrigerantes da nossa dieta. São muitos objetivos ao mesmo tempo e será difícil focar-se na parte do exercício físico (e como torná-lo um hábito!) se tenta concretizar múltiplas metas ao mesmo tempo. Por outro lado, podemos começar com um único objectivo, mas depois voltar-nos para outro (como por exemplo, parar de adiar as coisas ou como não deixar para amanhã o que pode perfeitamente fazer hoje!) e vamos acabar por perder a concentração relativamente ao objetivo inicial.

    Falta de motivação. Não é a falta de disciplina, mas sim a falta de motivação. E a falta de motivação pode ser combatida de várias maneiras: manter um diário dos seus feitos e progresso; convidar um amigo ou familiar para se juntar ao seu novo hábito; recompensar-se com pequenos “prêmios” cada vez que atingir um objetivo; contratar um personal trainer; pensar positivo…

Os 4 passos

Então como é que resolvemos estes problemas? Simplificando! Apresentamos abaixo 4 passos simples para incutir e manter uma rotina de exercício físico na sua vida. Adicionalmente, saiba que pode recorrer a estes 4 passos para dar início a qualquer novo hábito (de preferência saudável!)!

    Estabeleça um objetivo fácil, específico e mensurável. Existem várias dicas chaves para conseguir estabelecer este objetivo crucial:

        Escrever – coloque esse objetivo preto no branco e exiba-o! Se não o escrever, passando-o para o papel, não é importante.
        Fácil – não estabeleça um objetivo difícil, mas antes um que seja super, super fácil! Que tal, cinco minutos de ginástica por dia? Você consegue fazer isso com uma perna nas costas! Depois de um mês, passe para 10 minutos; no mês seguinte “aumente a dose” para 15 minutos diários! Percebeu? Para começar será facílimo, assim pode construir o seu hábito devagar e bem!
        Específico – ser específico quer dizer: o que é que vai fazer, quando, aonde, como e a que horas? Não diga apenas “vou caminhar” ou “vou treinar”. Marque uma hora e um lugar. Faça deste um compromisso ao qual não pode faltar!
        Impulsionador – é importante que tenha um “impulsionador”, um gesto que vai preceder o seu hábito. Por exemplo, sempre escovar os dentes depois de tomar banho, o que quer dizer que o banho é o “impulsionador” para lavar os dentes e, por isso mesmo, nunca se esquece de o fazer. Agora pense naquilo que pode fazer antes de praticar exercício físico e que possa funcionar como o “impulsionador” para o seu novo hábito: será assim que desligar o despertador? Logo depois de tomar café? Mal chegue a casa no fim do dia e muda de roupa? Quando sai do escritório à hora do almoço? É muito importante escolher um “impulsionador” que faça diariamente!
        Mensurável – significa isso mesmo, que possa ser medido! Por exemplo: correr durante 10 minutos, fazer uma caminhada de meia hora, andar de bicicleta 20 minutos ou fazer 50 abdominais. Assim, para além de ter um objectivo claro, saberá ao certo se o atingiu ou não.
        Um objetivo – mantenha-se fiel a este objetivo durante pelo menos um mês… ou dois se conseguir! A ideia é não introduzir um segundo objetivo durante os primeiros 30 dias, se não, o mais certo é que vai acabar desistindo.

    Mantenha um diário. Este hábito é fundamental e a chave do seu sucesso. A partir do momento em que começar a ter registos do seu progresso, este será, por si só, um excelente motivador para continuar a fazer mais e melhor. No entanto, registe tudo assim que terminar a sua sessão e antes de tomar banho… não adie para logo ou para a “primeira coisa” amanhã de manhã! Não há exceções! Para ajudar, mantenha um registo simples e fácil: data, hora e o que fez. Quer melhor?
    Mantenha os outros informados. Essencial! Pode fazê-lo através do seu blogpessoal, num fórum online, por e-mail, por telefone ou verbalmente com a sua cara-metade, amigos, familiares, colega de ginástica, treinador ou com a turma que frequenta as mesmas aulas que você. Não importa o meio, mas sim o processo: todos os dias faça um relatório público, informando as outras pessoas sobre a sua sessão de exercício físico. Para além disso, é obviamente importante que essa(s) pessoa(s) saibam qual é o seu objetivo e que estejam a contar com o seu “boletim informativo” diário! Fonte inesgotável de motivação, será ainda o local certo para procurar apoio nos dias sem progresso!
    Uma pitada de motivação sempre que necessário. Os primeiros três passos serão, muito provavelmente, suficientes para manter o seu hábito com saúde para dar e vender. Caso contrário, não desista. Se faltar dois dias seguidos à sua rotina, precisa perceber o porquê e procurar uma nova fonte de motivação. Uma recompensa pessoal, mais “pressão pública” (informar mais gente, por exemplo), algo inspirador, ou seja, tudo o que for preciso para voltar a mexer-se! Entretanto, veja como correm as coisas. Se voltar a faltar duas vezes seguidas, acrescente outro motivador…e por aí fora até não largar o hábito por nada neste mundo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Evite sete hábitos que aumentam o risco de depressão


Falta de exercícios físicos, má alimentação e excesso de internet podem ser perigosos


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a depressão se torne a doença mais comum do mundo nos próximos 20 anos. Atualmente, ela afeta mais 350 milhões de pessoas de todas as idades e é causa de mais de 850 mil suicídios por ano. Diante de números tão altos, especialistas da área de saúde reforçam a necessidade de estar atento aos principais fatores que podem desencadear o problema.

"A depressão é uma doença causada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais, psicológicos e sociológicos", afirma a psiquiatra Renata Bataglin, do Hospital e Maternidade São Luiz. Se você tem histórico familiar de depressão, deve ter ainda mais cuidado com alguns hábitos diários que interferem na sua saúde. Descubra os principais deles a seguir.

Sedentarismo

Quem vive com a sensação de que está cansado e não tem tempo para praticar exercícios precisa saber que a atividade física é uma ótima forma de melhorar a disposição. "A prática regular aumenta os níveis de endorfina no organismo, que é um neurotransmissor que promove a sensação relaxante de bem-estar", explica a psiquiatra Renata.

É essa endorfina que ajuda a combater depressão em pessoas com predisposição. Uma pesquisa publicada no Journal of Clinical Psychiatry mostrou que a atividade física é tão eficiente que pode funcionar até como um tratamento paralelo à medicação de depressão. Os pesquisadores analisaram voluntários com depressão que tinham entre 18 e 70 anos. Em um primeiro momento, todos não responderam bem aos medicamentos. Ao serem submetidos a 12 semanas de exercícios físicos - junto ao tratamento com medicação -, cerca de 30% dos pacientes em ambos os grupos atingiram uma remissão completa da depressão e outros 20% tiveram uma melhora significativa.

Estresse

Esse companheiro indesejável da rotina corrida pode deixar o corpo de portas abertas para a depressão em pessoas que já tem tendência. "Parte das causas de depressão vem de pressões ambientais, jornada de trabalho muito extensa ou insatisfação com o emprego, congestionamento no trânsito, problemas financeiros, falta de emprego, cobranças pessoais e frustração", exemplifica a psicanalista Priscila Gasparini, da USP.

Um estudo que comprova a relação foi publicado na revista científica PLoS ONE, feito por pesquisadores do Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, e da University College London, na Inglaterra. Eles acompanharam 1.626 homens e 497 mulheres durante cinco anos. Nos resultados, as pessoas analisadas que trabalhavam 11 horas ou mais por dia tinham um risco até 2,5 maior de ter depressão do que aquelas que tinham um expediente de oito horas diárias. Um dos fatores que podem ter influenciado esse número é o estresse de passar grande parte do dia trabalhando.

Má alimentação

Um estudo realizado pela University College London, na Inglaterra, fez a análise de 3,5 mil funcionários públicos britânicos por cinco anos. O resultado, publicado na revista British Journal of Psychiatry, mostrou que as pessoas que mantêm uma dieta rica em alimentos industrializados têm um risco 58% maior de ter depressão. O ideal seria manter uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes na proporção certa e com ingestão moderada de alimentos ricos em açúcares, gorduras e conservantes.

Segundo a psiquiatra Renata, os dois extremos não são bons: comer muito ou ficar muito tempo em jejum. "Esses dois hábitos alteram os níveis de glicose no sangue e podem deixar a pessoa mais predisposta a ter depressão", explica. Ela recomenda se alimentar de três em três horas e incluir no cardápio alimentos fontes de triptofano, um tipo de aminoácido que ajuda na produção de serotonina. "Como a depressão está relacionada à baixa serotonina, o ideal é a pessoa ingerir maiores quantidades de triptofano, presente em frutas como banana, melancia, mamão e abacate", afirma a médica do Hospital São Luiz.

Vício em internet

Você pode até manter muitos contatos pela internet, mas eles nunca vão substituir as amizades fora do mundo virtual, segundo Renata Bataglin. "É muito fácil a gente ficar mais tempo do que o planejado usando a internet e, ao gastar o seu tempo com isso, você deixa de fazer outras atividades, como dormir direito, praticar exercícios ou interagir com outras pessoas no dia a dia", diz a psiquiatra.

Um estudo feito pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, reforça o que Renata afirma: acompanhando um total de 1.319 de casos de pessoas entre 16 e 51 anos, os psicólogos perceberam que aqueles que ficavam horas e horas na frente de um computador tinham cinco vezes mais chances de ter depressão do que os que utilizavam a internet normalmente. Os especialistas lembram, entretanto, que não somente a internet - mas qualquer vício que isole a pessoa de outras atividades cotidianas - pode ser um fator que aumenta a predisposição à doença, como se enterrar em livros ou fazer muitas compras.

Sono de má qualidade

Um estudo publicado na revista científica Sleep teve a análise de mais de dez mil pessoas com idade média de 52 anos. Os pesquisadores - da Cleveland Clinic Sleep Disordes Center (EUA) - observaram que as pessoas com sono considerado normal (de seis a nove horas por noite) tiveram índices bem mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão, quando comparadas às pessoas que dormiam muito ou pouco.

Uma possível explicação para isso é de que o corpo precisa descansar direito para permanecer em equilíbrio. O sono inadequado é tanto causa quanto consequência da depressão. "Há um índice muito alto de pacientes com depressão e distúrbios do sono, como ter dificuldade para iniciar o sono, despertar durante a noite ou acordar mais cedo do que a hora certa", explica a psiquiatra Renata. Se a pessoa apresentar uma melhora da depressão, mas continuar mantendo o sono ruim, terá um risco muito grande de desenvolver um novo episódio depressivo. Por isso, dormir bem faz toda a diferença na prevenção e no tratamento.

Viver sozinho

O ser humano não consegue viver sozinho, sem se relacionar com outros - isso é indicado em diversos estudos. Um deles, desenvolvido pelo Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, selecionou 3.741 homens e mulheres com idade média de 44 anos que foram acompanhados por oito anos. Os resultados mostraram que os indivíduos que moravam sozinhos tinham até 80% mais chance de ter depressão do que aqueles que viviam com uma ou mais pessoas, tanto amigos quanto parentes. A solidão deve ser evitada em pessoas com tendência a ter depressão.

Muita reclamação

Lamentar a vida e achar que nada vai dar certo pode virar uma mania a ponto de interferir na sua saúde. A depressão está muito relacionada ao pessimismo e à autoestima baixa. "Ter mais autoconfiança e manter uma postura mais pró-ativa com a própria vida ajuda muito", diz Renata Bataglin.

Um estudo publicado na revista científica Psychological Science, da Association for Psychological Science mostra que parte da razão pela qual as pessoas desenvolvem a depressão a partir de um evento negativo (como divórcio ou morte de um parente) está na memória de trabalho - também chamada de memória de curto prazo - que insiste em ruminar pensamentos negativos e não permite que o depressivo volte a sua atenção para outra coisa. Os pesquisadores da University of Miami e Stanford University, Estados Unidos, fizeram os participantes memorizar palavras diversas. Eles observaram que as pessoas com depressão tiveram mais problemas em reordenar as palavras em sua cabeça, principalmente quando elas tinham conotação negativa, como "morte" ou "tristeza".