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terça-feira, 30 de setembro de 2014

É melhor que essas pessoas evitem carnes vermelhas, embutidas, leite integral e óleo de coco

Cuidados na alimentação do paciente que sofreu um infarto

infarto agudo do coração, segundo estatísticas atuais. E o mais preocupante é que homens abaixo de 40 anos e mulheres estão também ocupando uma parte destes novos casos, o que antigamente era uma exceção. Fatores como tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de cardíacos, elevação do colesterol, diabetes e má alimentação sempre foram contribuintes para engordar estas estatísticas. 
Estima-se que no Brasil 300 mil pessoas por ano recebam o diagnóstico de
Além dos medicamentos prescritos pelo cardiologista e de um acompanhamento rigoroso e periódico com este especialista, como deve ser a alimentação deste grupo de pessoas? Será necessária alguma mudança? Sem dúvida que sim, pois a chance de um novo infarto provavelmente aumentará com a persistência de uma dieta inadequada. 
Vamos então aos fatos. Um estudo conhecido como Inter-Heart concluiu que uma alimentação mais rica em verduras, legumes e frutas, pelo menos 400 gramas por dia, somando todos eles, é capaz de diminuir os riscos de doenças cardíacas, pelo menos o primeiro infarto. Isto nos faz crer que provavelmente pode contribuir para diminuir o risco de um novo episódio (reinfarto), embora poucos estudos foram publicados para afirmar esta prevenção secundária. 

Alimentos que devem ser evitados

Outra questão importante é o papel do tão falado "colesterol ruim" (LDL) como desencadeador do "entupimento" dos vasos sanguíneos levando ao infarto agudo do miocárdio. Uma parte do colesterol ruim que circula pelo nosso sangue vem de alguns alimentos que ingerimos e logicamente evitá-los faz parte da estratégia nutricional, sendo eles: 
  • Leite integral, queijos amarelos (cheddar, prato, muçarela, parmesão, meia cura, gouda, emmental, gruyére, provolone), requeijão integral, catupiry e manteiga.
  • Embutidos como bacon, mortadela, salame, presunto, linguiça.
  • Carne vermelha, pele de frango, carne de porco.
  • Óleo de dendê e óleo de coco.
  • Gordura hidrogenada (trans) utilizada na fabricação de sorvetes, molhos prontos, recheios de bolachas e pães doces e margarinas também elevam o colesterol ruim. Nas frituras também se forma a gordura trans.

Alimentos que devem ser consumidos

Vale lembrar que as fibras ajudam no controle do colesterol, pois diminuem sua absorção no intestino. Vários estudos apontam que a consumo de 25 gramas por dia de fibras pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Mas aonde elas estão presentes? As melhores fontes são: vegetais folhosos, alface, rúcula, agrião, escarola, couve e outras. Aqui uma observação: pacientes em uso de medicamento anticoagulante não devem exagerar no consumo de vegetais verde escuros, pois a vitamina K presente nos mesmos pode afetar o efeito desta medicação. Outras fontes de fibras: legumes, cereais integrais (pães integrais, aveia, arroz integral, etc), casca de frutas como maçã, pera, goiaba entre outras. Aliás, existe um ditado americano que diz que quem come uma maçã por dia visita menos o cardiologista. 
A gordura poli-insaturada ômega 3 também tem sido considerada "protetora" das artérias do coração e são muito bem vindas na dieta do paciente infartado. Estão presentes em peixes como salmão, atum, arenque, sardinha, cavala. No reino vegetal são encontradas no óleo de linhaça (ou mesmo nas sementes moídas), semente de chia, oleaginosas e algumas algas marinhas. 
Sabe-se também que o colesterol só se torna "ruim", ou seja, passa a ter o poder de entupir nossos vasos sanguíneos quando ele se "oxida", sendo então fundamental aumentar o teor de nutrientes antioxidantes no cardápio do dia a dia dos pacientes cardíacos.  
Os principais nutrientes antioxidantes são: vitamina C, presente em boas quantidades na laranja, limão, goiaba, tangerina, kiwi e acerola, vitamina E, encontrada no azeite extravirgem, abacate, gérmen de trigo, selênio, castanhas, amêndoas e avelãs, carotenoides, presente nas cores dos vegetais como cenoura, tomate, abóbora, manga, berinjela, cebola roxa, gojiberry, mirtilo, entre outros. Outros alimentos como a soja também se mostraram eficientes na diminuição do risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, segundo alguns estudos. 
Para encerrar fica a dica de que a prevenção ainda é o melhor caminho para diminuirmos a chance de termos um infarto do coração. Atividade física frequente e supervisionada (pelo menos 150 minutos por semana), manter o peso em níveis adequados, não fumar e nem abusar do álcool, ter uma alimentação saudável como a descrita acima e fazer exames médicos periódicos ainda são as atitudes mais eficientes que podem evitar as doenças cardiovasculares.

sábado, 27 de setembro de 2014

Conheça os exercícios que ajudam a perder a gordura localizada


Confira as melhores estratégias para reduzir e definir o culote, a barriga, a cintura, os braços, flancos, costas e parte interna das coxas

É difícil encontrar alguém que não se incomode com uma gordurinha extra presente em algum lugar do corpo. Ela pode estar na barriga, culote, parte interna das coxas, cintura, braços ou costas. A boa notícia é que essa gordura localizada pode sumir, ou ao menos diminuir, com a combinação de exercícios e dieta balanceada.

Para iniciantes os exercícios com características aeróbicas são importantes, pois vão agir usando predominantemente a gordura como fonte de energia, mas devemos frisar que a gordura sai do corpo como um todo e não apenas naquela região que está sendo exercitada. "Porém, o que as pessoas querem não é só a redução de gordura, mas também a definição muscular e isso ocorre quando há menos gorduras e mais músculos. Por isso, é importante fazer também um trabalho muscular dando ênfase na região que deseja ter mais resultados estéticos", conta o personal trainer Givanildo Matias, da rede Test Trainer.

Uma estratégia tem sido muito utilizada nas atividades físicas para se obter a desejada definição muscular. "A linha de raciocínio e a ciência sugerem os treinamentos intervalados de alta intensidade que podem ser apenas aeróbicos ou combinados com o trabalho de força/resistência muscular (musculação, treinamento funcional, pilates, etc). Algo como dois minutos correndo na esteira e dois andando para o trabalho aeróbico e se quiser pode ser inserido uma série com 2 ou 3 exercícios musculares a cada ciclo desse", orienta Matias. Essa estratégia trará mais adaptações positivas no corpo e de contrapartida ainda irá contribuir muito com a queima de gordura, pois esse formato gera um débito de oxigênio e faz que o corpo fique com o metabolismo mais acelerado durante alguns minutos ou horas depois para cobrir o prejuízo. Uma observação que não pode faltar é que o praticamente já precisa estar razoavelmente bem condicionado para iniciar esse tipo de trabalho.



Por isso, listamos os melhores exercícios que podem ser feitos nas regiões onde a gordura localizada mais incomoda. Lembrando que é interessante combiná-los com os aeróbicos já mencionados.


   


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Barriga

O objetivo é fortalecer os músculos na região abdominal. Por isso, os exercícios abdominais são grandes aliados neste processo. É interessante exercitar todas as regiões do abdômen. "É preciso trabalhar o supra abdominal (parte superior), os oblíquos (lateral) e o infra abdominal (parte inferior)", conta o personal trainer Givanildo Matias, da rede Test Trainer.

Além disso, não foque tanto nas repetições, vale mais fazer um abdominal com menos repetições e alguma carga do que diversas repetições sem peso. "Isto irá favorecer o ganho de massa muscular na região", explica o educador físico Gabriel Signorelli, instrutor da rede de academias Bodytech.

Os abdominais com bola podem permitir maior amplitude de movimento o que aumenta a intensidade. Para conseguir o fortalecimento da região a orientação é realizar os abdominais ao menos três vezes por semana.


Cintura

Para reduzir as gorduras na região, vale investir nas lutas como o boxe e o muay thai. "Como eles trabalham na movimentação do tronco ajudam na definição dessa região. Essas lutam também vão trabalhar os braços, área muito solicitada", conta Matias. Além disso, as lutas são ótimos exercícios aeróbicos o que irá ajudar na queima da gordura extra. A orientação é praticar essas lutas de duas a três vezes por semana.

Não gosta de lutas? Então, aposte nos abdominais oblíquos, os laterais, que irão contribuir para o ganho de massa muscular no local.



Culote

Para esta região vale investir no aparelho de musculação cadeira abdutora. Ele tem movimentos específicos para a musculatura dos glúteos e por isso irá ajudar na diminuição do culote. Para realizar o exercício de abdução, posicione o aparelho na parte externa das pernas e gradue a carga de acordo com a sua força. Também vale realizar a abdução com caneleira. Este é o melhor exercício para o fortalecimento da região do culote.

O step também é interessante porque trabalha as musculaturas dos glúteos, posteriores da coxa e panturrilha. O agachamento também é uma boa alternativa, pois trabalha as partes internas e externas das coxas. A orientação é exercitar a região do culote de duas a três vezes por semana.



Parte interna das coxas

Para exercitar a parte interna das coxas, invista na cadeira adutora, na qual os movimentos são feitos empurrando o aparelho contra a parte interna das pernas. A adutora feita no chão com caneleiras nas pernas também é uma alternativa. "Outras boas opções são agachamento e realizar o legpress com bola ou rolo entre os joelhos, mas pessoas que tem problema na patela devem evitar esta última opção", afirma Signorelli. A cadeira adutora é a melhor alternativa para trabalhar a parte interna das coxas. A orientação é exercitar a região entre duas e três vezes por semana.


Braços

Para definir o músculo tríceps do braço, aquele do tchauzinho, alguns exercícios podem ser grandes aliados. "O tríceps francês, o tríceps testa, o pulley, a rosca direta, a rosca concentrada e a rosca martelo são boas alternativas para fortalecer a região", afirma Matias.  As melhores alternativas são o pulley tríceps e os exercícios de rosca. A orientação é fazer essa atividade entre duas a três vezes por semana.

Esses exercícios não são os únicos para definir os braços. Confira aqui outras atividades que também ajudam a deixar os braços mais bonitos.



Flancos

Para reduzir os flancos, aquela gordurinha extra localizada um pouco acima dos quadris, é preciso focar no abdômen e na parte exterior das coxas. "Por isso invista na abdominal oblíqua, a lateral, e também na cadeira abdutora", explica Matias. Não existe um exercício que foca completamente na região dos flancos. Por isso, é a combinação entre os dois exercícios, abdômen oblíqua e cadeira abdutora, que irá contribuir para a definição da área. A orientação é fazer essas atividades entre duas e três vezes na semana.


Costas

As gordurinhas nas costas te incomodam? A solução são atividades para estimular a musculatura dessa região. "Neste caso o pulley frente e a remada sentada ajudam no fortalecimento da região", conta Matias. Saiba como fazer o pulley frente, neste vídeo.  A remada sentada é a atividade mais eficaz, ambas as atividades trabalham as costas com um todo. A orientação é fazer essas atividades duas vezes por dias.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Você sabe cuidar da saúde do seu coração?

Você sabe cuidar da saúde do seu coração?
Derrube os mitos sobre o assunto e previna doenças como hipertensão e infarto


Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares estão entre os males que mais matam no mundo, e cerca de 30 a 40% destas mortes poderiam ser evitadas apenas com mudanças de hábitos. As doenças do coração - hipertensão, colesterol alto, infarto, AVC, aterosclerose, entre outras - são causadas por fatores físicos, emocionais e principalmente pelo estilo de vida do paciente, por isso são chamadas de multifatoriais. Pelo fato de as doenças cardiovasculares não apresentarem sintomas, muita gente tem alterações e não sabe - por isso é importante fazer os exames regularmente, principalmente se você tem histórico familiar.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgou recentemente a sua "V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose", com os novos valores para as taxas de colesterol - quando estão acima do recomendado elas são um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas. O valor de referência passou de 100 mg de colesterol LDL por decilitro de sangue para 70 mg/dL nos pacientes de alto risco (entenda aqui como é feita a classificação). Já aqueles com risco intermediário (entre 5% e 20% para homens e 5% e 10% para mulheres), as taxas de controle continuam de 100 mg/dL. Por fim, os pacientes que tem um risco abaixo dos 5% para doenças cardiovasculares devem ter seus níveis limite de colesterol avaliados por um profissional - já que algumas pessoas saudáveis podem ter níveis mais baixos ou altos de colesterol total por uma questão genética. Você tem dado a devida atenção a esse músculo vital? Responda o quiz e desvende os mitos e verdades sobre a saúde do seu coração:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Corrija os sete erros de quem tem pressa para emagrecer


Acerte o passo na dieta e nunca mais reclame da dificuldade em perder peso

Ter pressa para emagrecer, normalmente, é atalho para se frustrar. Se você já tinha desconfiado disso, agora tem uma pesquisa ( divulgada em setembro de 2012) para se apoiar e dar início a um projeto de reeducação alimentar. Os pesquisadores da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, constataram que os resultados de um programa de educação alimentar são duradouros, mas só aparecem a longo prazo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores trabalharam com dois grupos: o primeiro incluía pessoas que tiveram 30% de frequência em um programa de educação alimentar, enquanto o outro manteve 70% da frequência. A segunda equipe, que permaneceu fiel às orientações e com supervisão, deixou os maus costumes para trás e até abandonou vícios (caso de quem fumava e começou a praticar atividade física).

O melhor de tudo é que as mudanças foram acontecendo naturalmente, sem necessidade de permanecer horas em jejum, tomar laxante ou fazer dietas malucas. "Controlando as refeições, você pode marcar dia e hora para se pesar, o sucesso é certo", afirma a nutróloga Cristiane Braga, especialista em Medicina Estética.

O ideal é se pesar uma vez por semana e sempre no mesmo horário. Se a pressa for, realmente, um sentimento que anda incomodando, a melhor alternativa é praticar exercícios - o treino acelera os resultados do emagrecimento, mas sempre de uma maneira gradual, sem grandes perdas repentinas. Isso, entretanto, não quer dizer que seu verão está perdido. Ainda dá para emagrecer antes que a melhor estação do ano comece, veja as dicas dos especialistas e evite os principais erros de quem tem pressa para secar medidas.


     


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Restringir demais a dieta

Não adianta abandonar todo o seu cardápio habitual e comer só alface com tomate, isso só vai fazer você se enjoar desses alimentos. De acordo com a nutricionista Thatyana Freitas, da Clínica Stesis, uma dieta equilibrada precisa ter proteínas, carboidratos e - acredite! - gorduras também. Essa combinação e nutrientes é essencial para que o organismo funcione corretamente. "As dietas exageradamente hipocalóricas funcionam por pouco tempo, a sensação de fome, a fraqueza e o desânimo fazem você desistir delas", diz a especialista.
Alternativa
A endocrinologista Myrna Perez Campagnoli, da Frischmann Aisengart Medicina Diagnóstica sugere a montagem de um prato colorido. "Além de ser mais apetitoso, você ganha na variedade de nutrientes." Comeu um filé grelhado com abobrinha no almoço? Prepare uma omelete de cenoura com cebolas e tomates para o jantar, por exemplo. Para evitar a monotonia e não cair no exagero, prepare o cardápio de cada dia com uma semana de antecedência, assim dá tempo de ir ao supermercado e providenciar os ingredientes certos para deixar na despensa.


Comer rápido

O endocrinologista Tercio Rocha, membro da Academia Brasileira Antienvelhecimento, explica que o cérebro demora 15 minutos para registrar a sensação de saciedade. "Comer rápido significa comer mais para conseguir ficar satisfeito, ou seja, engordar". Mastigue bem cada porção que você leva à boca e tente prestar atenção nos sabores, a refeição vai ficar mais gostosa e sua digestão, mais fácil.

Alternativa
Comer devagar é um hábito. "Se for necessário comece contando as mastigadas, vinte é um bom número para alimentos de mastigação mais complicada, como carnes e legumes crus", afirma a nutricionista Thatyana Freitas. Com o passar dos dias, o cérebro entende que aquele é o tempo ideal de mastigação. Também evite as distrações durante as refeições, ler, assistir à televisão e falar ao telefone tiram o foco dos alimentos e aceleram a mastigação. "Descanse os talheres no prato a cada porção para mastigar e reserve um tempo generoso para a refeição em vez de espremê-la entre outros compromissos", afirma a endocrinologista Alessandra Rascovski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.


Beber álcool para enganar a fome

Beber álcool para enganar a fome Muitas pessoas usam o álcool como forma de compensar, principalmente, aquele doce que ficou de lado ou um salgadinho mais calórico. "O álcool, além de conter muitas calorias, estimula a síntese de insulina, o que resulta em estímulo para a multiplicação das células de gordura", afirma a nutróloga Cristiane Braga. Além disso, as bebidas alcoólicas consomem os estoques de antioxidantes e aceleram o envelhecimento.

Alternativa
Tomar um drinque está permitido, mas reserve a bebida para uma ocasião especial ou para o final de semana. Fazendo uma dieta balanceada, o seu organismo vai receber todos os nutrientes de que precisa e o reflexo dessa decisão vai aparecer não só no seu peso, mas também na sua autoestima. "A dieta balanceada traz felicidade e bom humor, a necessidade compensar as frustações desaparece, principalmente quando há prática combinada de atividade física", afirma a endocrinologista Alessandra Rascovski.


Ficar muito tempo sem comer

Um dos erros mais frequentes de quem quer perder peso rapidamente é cortar refeições e ficar muito tempo sem se alimentar. "Em jejum, o organismo entende que precisa economizar energia e passa a gastar menos calorias para os processos de sempre", afirma a nutricionista Alline Cristina Schüncke, da Vitalin. Isso sem contar que, nas próximas refeições, seu corpo tende a guardar mais calorias para um eventual, próximo jejum. E não se engane: esse tipo de comportamento aumenta - e muito! - sua vontade de comer doces e alimentos com mais gordura, é uma espécie de mecanismo de defesa que o metabolismo ativa, formando reservas caso haja outra crise de abstinência alimentar.

Alternativa

Estabeleça horários para as refeições, mantendo o intervalo de três horas entre elas (café, almoço, lanches e jantar). O ideal é fazer dois lanches leves entre as grandes refeições, sendo um entre o café da manhã e o almoço e outro entre o almoço e o jantar. Dessa maneira, não haverá tempo para que uma sensação muito forte de fome seja despertada, as refeições ficam menores e suas escolhas, mais saudáveis.


Cortar os carboidratos

Eliminar totalmente os carboidratos da dieta já foi um hit. O resultado dessa maluquice, no entanto, dura pouco: o corpo emagrece, mas a falta de carboidratos (fonte de energia) causa uma fadiga muito grande, deixando você sem energia para as atividades corriqueiras. "A ausência dos carboidratos ainda pode causar queda de cabelo, enfraquecimento das unhas e mau humor", afirma a endocrinologista Alessandra Rascovski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Alternativa

Para comer carboidratos sem prejudicar a dieta, opte por opções com baixo índice glicêmico, ou seja, que demoram mais tempo para serem digeridos. "Quanto menor o índice glicêmico do carboidrato, maior o depósito de gordura corporal", afirma a endocrinologista. Os carboidratos integrais, em pequenas quantidades, são os mais indicados.


Confiar somente na dieta

O raciocínio é simples: você consome calorias com a alimentação e queima com a atividade física. Os exercícios modulam os hormônios responsáveis pela quebra de gordura e aceleram o metabolismo, por isso são tão indicados para você emagrecer. ?Uma boa dieta garante a perda de gorduras, e não de músculos, durante o treino?, afirma a endocrinologista Alessandra Rascovski. Quando você foca seus esforços somente na dieta, fica difícil alcançar resultados duradouros rapidamente, portanto. Alternativa Identifique uma atividade física que você pratica com prazer. ?Dessa forma, os exercícios passam a fazer parte da rotina e você não encara a hora de treinar como um sacrifício?, afirma a nutricionista esportiva Vivian Ragasso, do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte. Fazer exercícios, pelo menos, três vezes por semana acelera o metabolismo e o gasto calórico, sem contar o aumento na sua disposição física.


Largar a dieta no meio do caminho

Querer resultados instantâneos, e não alcançá-los imediatamente, incomoda. O resultado é que a dieta fica para trás como se não funcionasse e você ganha mais uma história de frustração para contar, comprovando que essa história de dieta balanceada não funciona mesmo. ?A dieta deve ser individualizada e contar com apoio profissional, assim você pode tirar suas dúvidas e entender como o organismo responde a um processo de emagrecimento, sem fazer projeções impossíveis de serem conquistadas?, afirma a nutricionista Thatyana Freitas, da Clínica Stesis. Alternativa Dividir sua meta de emagrecimento em pequenas etapas é uma maneira de notar resultados em pouco tempo. Para isso, planeje cardápios e dê muita atenção ao que você come fora de caso, incluindo os lanchinhos se improviso ? um biscoito do colega, um picolé na lanchonete e uma barrinha após desligar o telefone, quando você nota, já consumiu mais calorias do que no almoço. ?Metas pequenas contribuem para que você mantenha a motivação e vá tornando a reeducação alimentar parte da rotina, e não uma mudança brusca e distante de tudo o que você tinha por hábito?, afirma a endocrinologista Myrna Perez Campagnoli.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Como tirar verrugas: entenda o tratamento indicado para esse tipo de problema


O ideal é tratar-se com um dermatologista, que poderá distinguir se a verruga é comum ou alguma lesão maligna

POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 15/09/2014
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ESCRITO POR:
Denise Steiner
Dermatologia


ESPECIALISTA MINHA VIDA
As lesões de verrugas comuns são arredondadas únicas ou múltiplas e formam placas que podem ser mais difíceis de distinguir de outras lesões. A lesão de verruga comum, em geral, é menor, cor da pele, sem ulceração ou crosta. O diagnóstico diferencial mais difícil é com certos tipos de câncer de pele. Às vezes a verruga vulgar é confundida com calosidades que podem ocorrer principalmente nos pés.

Existem muitas lesões verrucosas que podem fazer diagnóstico diferencial com verrugas comuns. No entanto, há aspectos diferentes e significativos que diferenciam as mesmas. As micoses profundas como esporotricose e cromomicose são as mais comuns, embora verrucosas também misturem aspectos ulcerados e erosivos.

O médico dermatologista é o especialista mais indicado para o diagnóstico e tratamento das verrugas. Retirar a verruga em casa, sem o diagnóstico do médico é extremamente perigoso. O paciente leigo muitas vezes não terá condição de diferenciar a verruga de uma lesão cancerígena e pode se prejudicar. Há também o risco de queimaduras, que podem infecionar e virar cicatrizes. Às vezes a verruga sara sozinha e, por isso, as receitas caseiras são famosas, porém o ideal é procurar o médico e fazer o diagnóstico preciso.

Em geral, o primeiro passo para o tratamento é diagnosticar a verruga, que é uma lesão causada por vírus. Existem vários subtipos de vírus que causam a verruga e alguns deles podem ser cancerígenos. Sendo assim, verrugas na área genital devem ser investigadas em relação ao subtipo do vírus.

As crianças têm verrugas com muita frequência, mais do que os adultos. Mas, em geral, os subtipos dos vírus são benignos. As verrugas podem ser papulosas, planas, verrucosas e também vegetantes, como ocorre no caso do condiloma acuminado (lesão de verruga na área genital).


O tratamento será relacionado ao tipo de verruga, ao local e também a idade do paciente. Os tratamentos são feitos no próprio consultório com anestesia local. Às vezes o número de tratamentos (aplicação de ácidos) é bastante grande.

As técnicas para retirada de verruga são inúmeras. Podemos fazer curetagem (raspagem) mais eletrocauterização ? ou apenas a eletrocauterização, dependendo da necessidade do paciente. Também são utilizados lazeres, em especial o ablativo. Outro método utilizado é o nitrogênio líquido, que é uma queimadura pelo frio e que também elimina a verruga. Também existem técnicas com ácidos, usados no consultório, após a raspagem local. Infiltrações intralesionais com quimioterápicos como bleoxane e nutotrexate são boas opções também.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Paralisia facial pode ser tratada com fisioterapia


Tratamento proporciona recuperação motora e sensitiva do paciente

A paralisia facial periférica ocorre quando há uma interrupção do influxo de qualquer um dos nervos faciais, ocasionando alterações motoras e sensitivas no indivíduo. Entre 62% a 93% dos casos a causa é idiopática, ou seja, desconhecida, sendo chamada de paralisia facial de Bell. A segunda causa mais comum é a traumática, dentre outras.

Logo após o diagnóstico médico deve ser dado início ao tratamento, que requer acompanhamento médico, fonoaudiológico e fisioterapêutico. A fisioterapia vem a contribuir com a recuperação motora e sensitiva desses pacientes. Dentre os recursos utilizados encontra-se: a cinesioterapia, através de exercícios de treinamento neuromusculares da mímica facial, a termoterapia com gelo (crioterapia), as massagens, a eletroterapia com uso de laser, de eletroestimulação transcutânea e as orientações. O biofeedback por eletromiografia de superfície também pode ser utilizado.

Na paralisia facial de Bell é comum uma piora do quadro nas primeiras 48 horas, mas a maioria dos pacientes se recupera dentro de algumas semanas. No entanto, dependendo do tipo de lesão, a recuperação do nervo facial pode durar de 15 dias até quatro anos.

Acima de 50% das pessoas tem recuperação total ou satisfatória. Porém, em alguns casos podem restar sequelas residuais. O resultado depende de alguns fatores como o tempo que o paciente levou para iniciar tratamento, a presença de doenças associadas como hipertensão e diabetes e a causa da paralisia. A melhora é menos satisfatória em paralisias completas que em incompletas, em pacientes com dor retro-auricular e em pacientes idosos. Aproximadamente 23% das pessoas com paralisia facial idiopática permanecem com alguns sintomas e sinais, que podem ser classificados como moderados ou graves, como melhora motora parcial, síndrome de lágrimas de crocodilo, contratura ou sincinesia.



Independente do tipo de paralisia, a fisioterapia terá como objetivo reestabelecer a função, com o retorno da mímica facial e diminuição da alteração de sensibilidade, evitando o aparecimento dessas sequelas e devolvendo o bem-estar físico e emocional do paciente.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Problemas no fígado: sintomas indicam quadro avançado


Icterícia e inchaço abdominal são alguns sinais e alerta para formas graves de doença hepática

As doenças do fígado com frequência são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Muitas pessoas acreditam que um gosto amargo na boca está associado com doença no fígado, mas essa é uma queixa inespecífica, que pode ser desencadeada por várias causas, como gastrite, lesões dos dentes ou na gengiva, infecções na faringe ou amígdalas, desidratação, jejum prolongado, cigarro e medicamentos, geralmente sem relação com doenças do fígado. Assim como tontura, dor de cabeça e náuseas, que muitas vezes estão associados a um quadro de enxaqueca.

Entre as doenças que acometem o fígado, as mais comuns são: esteatose hepática, hepatites por vírus (A, B, C, D, E), doença hepática alcoólica, esquistossomose, hepatite autoimune e hepatite medicamentosa. Outras doenças menos frequentes incluem a hemocromatose (doença por acúmulo de ferro), doença de Wilson (doença por acúmulo de cobre no fígado), doenças das vias biliares intra-hepaticas, como a colangite esclerosante, a cirrose biliar primária e a colangite autoimune.

A esteatose hepática é um acúmulo de gordura no fígado, geralmente causada por um distúrbio metabólico associado à obesidade, diabetes, elevação dos níveis de colesterol ou triglicérides. Também pode ser decorrente da ingestão abusiva de bebidas alcoólicas. Não causa sintomas, portanto somente é diagnosticada com exames de sangue ou ultrassonografia, seja de rotina ou solicitados por alguma suspeita clinica.



A doença hepática alcoólica pode causar sintomas como dor abdominal, icterícia e náuseas. Esses sinais aparecem nos casos de hepatite aguda decorrente do abuso na ingestão de álcool, ou, com maior frequência, nas fases avançadas da doença, quando o fígado já está bastante comprometido. Portanto as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas com frequência devem ser submetidas a exames periódicos para avaliação do fígado.

A hepatite autoimune é decorrente de disfunção do sistema imunológico, com produção de anticorpos que agridem e destroem progressivamente as células do fígado, também cursam de forma silenciosa, apresentando sintomas somente quando existe maior dano ao fígado.

A cirrose biliar primária acomete as vias biliares dentro do fígado e se caracteriza por causar intenso prurido no corpo, com outros sintomas somente em fases avançadas da doença.

A esquistossomose, também conhecida como barriga d'água por desencadear formação de ascite (água na barriga) em fases avançadas, é causada pelo Schistossoma mansoni, um parasita de caramujos encontrados em lagoas da região nordeste. A pessoa se contamina ao entrar na lagoa com esses caramujos. O parasita se aloja no fígado, acarretando fibrose com endurecimento do órgão, semelhante à cirrose. Somente apresenta sintomas em fases avançadas de doença.

Toda vez que ocorre uma agressão aguda ao fígado podem aparecer sintomas como mal estar geral, febre, dor no lado direito do abdômen junto às costelas, náuseas, vômitos, urina escura (colúria), fezes mais claras (hipocolia fecal) e olhos amarelados (icterícia), portanto esses são sintomas de doença aguda no fígado. São mais comuns nas hepatites virais agudas (A, B, C, D E), mas também podem aparecer em outras doenças infecciosas gerais, sistêmicas ou agudas que acometem o fígado, como mononucleose, toxoplasmose e infecção por citomegalovírus.
mulher no hospital com dor abdominal - Foto: Getty ImagesDor abdominal é um dor sintomas de problemas no fígado em estágio avançado

Alguns desses sintomas, como náuseas, icterícia e colúria, também aparecem em hepatite aguda desencadeada por algum medicamento. Por isso deve-se procurar um médico para a realização de exames para a identificação da doença.

Como a maioria das doenças do fígado não causam sintomas, uma pessoa pode estar doente e não ter conhecimento disso, somente descobre a doença com a realização de exames de rotina. Podem ser feitos tanto exames de sangue para avaliação de fígado, as transaminases, como exames de imagem, como a ultrassonografia de abdômen, que mostram alguma alteração.

Quando as doenças não são identificadas precocemente vão agredindo progressivamente o fígado, causando inflamação crônica com formação de fibrose, que leva a uma alteração da estrutura, endurecimento do fígado e destruição de células, os hepatócitos, o que caracteriza a cirrose hepática. O endurecimento do órgão leva a um aumento de pressão na veia que chega ao fígado (veia porta), trazendo sangue do trato digestivo. Consequentemente, há dilatação da veia porta e de veias próximas, como as que vão para estômago e esôfago, formando varizes.

A cirrose inicial, quando o fígado ainda está com sua função preservada, ou seja, filtrando o sangue, produzindo albumina e substâncias necessárias para coagulação do sangue, pode não acarretar sintomas, mas, conforme a doença vai piorando o fígado vai perdendo suas funções, levando à insuficiência hepática, aparecendo vários sintomas gerais como cansaço intenso, perda de apetite, perda de massa muscular, inchaço nas pernas, icterícia. A icterícia é decorrente do acúmulo de bilirrubina no sangue e deposição na pele, pela redução de sua metabolização e excreção pelo fígado doente, frequentemente causa coceira por irritação das terminações nervosas. Junto com a icterícia costuma ocorrer fezes claras (hipocolia fecal) e urina escura (colúria).

O paciente com doença hepática pode apresentar equimoses (manchas roxas na pele) e sangramentos após pequenos traumas, pela deficiência de fatores de coagulação que são produzidos pelo fígado. Além da deficiência dos fatores de coagulação, os pacientes com cirrose e hipertensão portal frequentemente apresentam redução das plaquetas, o que também colabora para uma maior dificuldade em coagular o sangue.

Pacientes do sexo masculino com cirrose frequentemente apresentam ginecomastia, que é o desenvolvimento de mamas. As causas ainda não estão bem definidas, mas acredita-se que seja pela elevação nos níveis de estrogênio no sangue, tanto pelo aumento da produção como pela redução da metabolização desse hormônio pelo fígado. Outro fator importante para o surgimento da ginecomastia é o uso do diurético espironolactona para o tratamento da ascite nos pacientes com cirrose, pois esse é um efeito colateral do medicamento.

Outros sintomas mais sérios e muito frequentes da doença hepática crônica em fase avançada, quando o fígado se encontra bastante comprometido, são a ascite, a hemorragia digestiva e a encefalopatia hepática.

A ascite é um acúmulo de liquido no abdômen, decorrente tanto do aumento de pressão nos vasos intra-abdominais, como da redução dos níveis de proteína sanguínea pela diminuição na ingestão, decorrente da perda de apetite e da diminuição na produção pelo fígado. Muitas vezes pode se tornar muito volumosa, com grande aumento do abdômen, causando desconforto, cansaço e falta de ar.

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A hemorragia digestiva geralmente ocorre pelo rompimento das varizes de esôfago, pode aparecer por vômitos com sangue, ou sangue nas fezes, o doente pode perder grande quantidade de sangue nestes episódios. O aumento da pressão no sistema digestivo também pode acometer as veias do intestino e do reto, provocando hemorroidas e sangramento anal.

A encefalopatia hepática é uma alteração das funções cerebrais decorrentes de acúmulo de toxinas no cérebro. As substâncias digeridas e absorvidas pelo trato digestivo passam pelo fígado, onde são metabolizadas, ou filtradas, antes de seguir para o resto da circulação sanguínea. Alguns derivados de proteínas de origem animal, como a amônia, são tóxicos para o cérebro e precisam ser metabolizados pelo fígado, mas na doença avançada muitas vezes não são metabolizados ou não passam pelo fígado, pelo desvio de sangue pela hipertensão portal, dessa forma atingem e se depositam no cérebro causando a encefalopatia.

A encefalopatia hepática pode se manifestar com quadros leves, com letargia, sonolência intensa, alteração no ritmo do sono vigília (ou seja, a pessoa dorme muito durante o dia e fica mais desperta a noite), irritabilidade, dificuldade de concentração, confusão mental e desorientação no tempo e espaço, até quadros mais graves, com redução do nível de consciência e coma.

O aparecimento de inchaço, ascite, icterícia, hemorragia e encefalopatia caracterizam uma doença hepática avançada, com prognóstico ruim, por isso é importante a prevenção, o diagnóstico precoce e tratamento das doenças do fígado para evitar progressão para formas mais graves, onde muitas vezes a única possibilidade de tratamento é o transplante hepático.

sábado, 20 de setembro de 2014

Abandone 10 hábitos que favorecem a má digestão


Comer rápido, fumar e usar cintos apertados são alguns vilões do estômago




Azia, gases, sensação de estômago pesado e sonolência são sintomas que já acometeram todos nós pelo menos uma vez. Apesar de serem comuns a pessoas com condições crônicas, como a doença do refluxo gastroesofágico, esses males podem surgir em qualquer um que exagerou no prato ou não tomou os devidos cuidados na refeição - mesmo aqueles que seguem uma dieta equilibrada. Confira os conselhos dos especialistas e fique atento aos deslizes que podem causar má digestão:  

Comer muito rápido

Ao comer rapidamente, cometemos dois erros cruciais - não mastigamos direito e não damos tempo suficiente ao nosso cérebro para perceber que estamos comendo. "Quando começamos a mastigar, nosso organismo libera uma enzima que facilita a quebra do alimento, iniciando o processo de digestão", explica o nutrólogo Fernando Bahdur Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Desta maneira, é fundamental triturar bem os alimentos antes de engolir, para que a enzima tenha tempo de agir, facilitando o trabalho do estômago e evitando que o órgão fique sobrecarregado - fator que deixaria a digestão mais lenta. Além disso, cada refeição deve ter duração de pelo menos 20 minutos. "Esse é o tempo médio que leva para o intestino liberar o hormônio que ativa o centro de saciedade do cérebro depois que começamos a nos alimentar", explica. Almoçar em menos tempo que isso não irá proporcionar a sensação de saciedade, fazendo que com a ingestão seja exagerada, dificultando a digestão e favorecendo problemas como refluxo. "Comer demais também torna o processo de digestão mais demorado, causando sensação de mal estar", alerta o nutrólogo. De acordo com o profissional, o ideal é comer até sentir-se bem e não até ficar "cheio".  

Manias à mesa

A gastroenterologista Mara Rita Salum, da Unifesp, explica que os órgãos do sistema digestivo se localizam na caixa torácica e, dependendo da forma como nos posicionamos, eles se comprimem, dificultando o processo digestivo, culminando na má digestão. Por isso, atitudes como comer deitado ou em qualquer posição que não seja ereta afeta diretamente a digestão. Outra mania comum é falar enquanto comemos - isso pode aumentar a ingestão de ar durante a refeição, favorecendo problemas relacionados a gases.

Líquidos durante a refeição

"Quando alguém bebe muito líquido enquanto come, o estômago enche mais, podendo causar mal estar devido ao maior tempo de digestão necessário para esvaziar o órgão", aponta a gastroenterologista Mara. Tomar um copo de suco de até 150 ml, no entanto, não interfere de forma significativa na digestão e pode até facilitar o processo de mastigação. Mas a ressalva fica para as bebidas gaseificadas: elas provocam a dilatação do estômago, levando a uma maior ingestão de comida e prejudicando o processo digestivo. "Acompanhar a refeição com qualquer tipo de bebida não é recomendado apenas para quem sofre de doença do refluxo gastroesofágico, pois aumenta o risco de azia."

Jejum prolongado

Para entender porque o jejum prolongado interfere na digestão, é preciso conhecer o mecanismo do corpo que causa a azia. Na ligação do nosso esôfago com o estômago, temos um órgão chamado esfíncter esofágico inferior, uma espécie de anel responsável por permitir a passagem de comida e se manter fechado quando não estamos fazendo uma refeição. "Ele se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, deve se fechar para reter o que foi ingerido e impedir que os sucos gástricos atuantes na digestão subam para o esôfago, causando a azia", explica o gastroenterologista Ricardo Blanc, da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia. Quando uma pessoa fica sem comer, o ácido gástrico produzido normalmente pelo estômago se acumula e pode refluir, irritando o final do esôfago e causando a azia. "Comer a cada três horas mantém o sistema digestivo em funcionamento, sem sobrecarga na produção de ácido gástrico", explica o gastroenterologista Luiz Eduardo Rossi Campedelli, do Hospital Albert Einstein.

Boca seca

Ficar com água na boca não indica apenas que você está com fome - a saliva é parte importante do processo de digestão, pois é ela quem inicia esse processo. É pela saliva que são liberada as primeiras enzimas que ajudam na trituração dos alimentos. Além disso, a saliva ajuda na eliminação de bactérias da cavidade bucal, prevenindo contra cáries e outras doenças. Dessa forma, pessoas que tem a boca mais seca podem ter o processo digestivo prejudicado, já que a saliva não será suficiente. Segundo os especialistas, o uso de determinados medicamentos - entre anti-histamínicos, descongestionantes, analgésicos, diuréticos e remédios para pressão alta e depressão -, tabagismo, abuso de álcool, menopausa e doenças que afetam as glândulas salivares, como diabetes, Parkinson e HIV, são causadores de secura na boca. Ela também pode surgir uma vez ou outra, sem qualquer relação com esses problemas, mas se persistir o ideal é procurar um médico. Algumas dicas para evitar a secura na boca são beber bastante água, mascar gomas ou chupar balas sem açúcar e evitar bebidas com cafeína.

Fumo e álcool

Você deve estar se perguntando por que o cigarro iria interferir na digestão, já que a fumaça se deposita nos pulmões. A resposta é simples: a nicotina, quando entra na corrente sanguínea, também vai para o sistema digestivo, e lá provoca a diminuição da contração do estômago, dificultando a digestão. "O uso contínuo do cigarro também enfraquece o esfíncter esofágico inferior, aumentando o contato do ácido gástrico com a mucosa esofágica e causando azia", diz o gastroenterologista Luiz Eduardo. Além disso, o tabaco altera o paladar e induz a produção de ácido clorídrico pelo estômago, o que facilita a infecção pelas bactérias Helicobacter pylori, causadoras da úlcera gástrica. Segundo o especialista, o cigarro ainda estimula a ida de sais biliares do intestino para o estômago, tornando suco gástrico mais nocivo ao organismo e intensificando o aparecimento de úlceras.

Com o álcool não é diferente. Quando ingerimos alguma bebida alcoólica, a substância logo é absorvida pelo nosso sistema gastrointestinal, irritando as mucosas do esôfago e do estômago e alterando as membranas do intestino, prejudicando a absorção de nutrientes. "Os resultados podem ser esofagite, gastrite e até diarreia", explica o gastroenterologista Ricardo Blanc. Já no fígado, o álcool vai alterar a produção de enzimas, sobrecarregando o órgão. "Ele passa a produzir mais enzimas para metabolizar o etanol, levando a uma inflamação crônica ou hepatite alcoólica, podendo evoluir para cirrose", completa. Outro órgão afetado pelo excesso de bebidas alcoólicas é o pâncreas, responsável pela fabricação de insulina e de enzimas digestivas. O álcool pode causar uma inflamação no pâncreas, e essa inflamação pode evoluir para uma pancreatite.

Sono inadequado

Descansar após as refeições, tirando um cochilo leve, pode ajudar na digestão porque está relacionada, sobretudo, ao repouso. "Dando um tempo das atividades pesadas, o fluxo sanguíneo permanece focado nos órgãos envolvidos na digestão sem qualquer problema", afirma o nutrólogo Fernando. Além disso, o ideal é repousar com a cabeça levemente inclinada para cima, pois isso ajuda na descida dos alimentos. "Ficar completamente deitado pode favorecer o refluxo ou mesmo atrapalhar a digestão", explica o especialista. A soneca, entretanto, deve durar apenas alguns minutos, pois ao entrarmos em sono profundo, o metabolismo fica lento, dificultando o processo de digestão. Caso queira dormir mais profundamente, espere de duas a três horas após a refeição.

Respirar pela boca ou sorver alimentos

É comum pessoas com alergias respiratórias passarem a maior parte do tempo com as narinas entupidas, precisando respirar pela boca. Nesse cenário, ela acaba respirando pela boca também enquanto come, levando mais ar para o estômago e causando gases. O mesmo acontece quanto usamos canudinho ou sorvemos alimentos, como uma colher cheia de sopa. O ato de sugar a bebida ou o alimento também traz mais ar para dentro do corpo, podendo causar má digestão ou então intensificando um problema que a pessoa já tenha normalmente, como refluxo ou azia.

Erros ao fazer exercícios

"Logo depois que você se alimenta, o organismo direciona maior fluxo sanguíneo para os órgãos envolvidos na digestão para que, dessa maneira, o processo seja realizado mais rapidamente", aponta o nutrólogo Fernando. Quando fazemos exercícios, por outro lado, quem solicita maior fluxo sanguíneo são os músculos. Assim, é fundamental esperar a digestão completa da refeição - que leva cerca de duas horas - para treinar, pois, do contrário, nenhuma atividade será bem realizada. Segundo o nutrólogo, a diminuição do fluxo sanguíneo ocorre até mesmo no cérebro e, por isso, é normal sentirmos preguiça, cansaço ou dificuldade de concentração logo após comer. O ideal, portanto, é esperar cerca de 15 minutos para voltar a trabalhar, estudar ou realizar outra atividade que exija atenção.

Roupas ou cintos apertados

Usar calças ou saias com elásticos apertados, bem como abusar dos cintos, pode apertar o estômago e obrigar a comida a retroceder para o esôfago. Após as refeições, seu estômago dilata por conta da produção de ácidos gástricos, e a pressão das roupas pode fazer com que esses ácidos retornem para o esôfago, causando azia e refluxo. Esse problema é mais intenso em pessoas que estão acima do peso, pois a obesidade aumenta ainda mais a pressão no estômago. Essa pressão pode empurrar o conteúdo do estômago para dentro do esôfago, causando azia.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Alcachofra ajuda na perda de peso e é rica em nutrientes

Alimento ajuda a controlar os níveis de colesterol e melhora a digestão

A alcachofra é um dos alimentos mais indicados pelos nutricionistas para quem deseja perder peso por causa dos seus benefícios. Esse alimento ter um baixo valor calórico e ajuda no processo da digestão. É um alimento rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina C, cobre, cálcio, enxofre, iodo, ferro, fósforo, zinco, potássio, sódio e manganês e fibras. 
O alimento é rico em uma substância chamada cinarina, componente encontrado nas folhas verdes e sementes da alcachofra que confere sabor característico e que estimula tanto a produção de sais biliares pelo fígado como a secreção do mesmo pela vesícula, melhorando o processo digestivo, absorção de algumas vitaminas, melhora a função hepática. Além disso, age como fator protetor contra o desenvolvimento de dislipidemia (colesterol alto) e hipertrigliciridemia. 
Mas, para que alcachofra seja uma aliada da perda de peso é importante consumir da maneira correta e na quantidade certa. Além disso, ela possui uma variedade de antioxidantes, que são substâncias que agem contra a ação de radicais livres (substâncias circulantes em nosso organismo que aceleram a morte celular, levando ao envelhecimento precoce e aumentam a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer, entre outras), prevenindo o desenvolvimento destas doenças crônicas, degenerativas ou ligadas aos processos do envelhecimento. 
Os principais antioxidantes presentes na planta são os carotenoides luteína, zeaxantina, betacaroteno que podem até desenvolver ações preventivas ao câncer de mama ou diminuir as chances de doenças oculares como catarata e degeneração macular. A vitamina C é outro antioxidante presente e ela está diretamente ligada à formação de colágeno, manutenção e integridade das paredes capilares e formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Ela também atua no metabolismo de alguns aminoácidos e vitaminas do complexo B e auxilia na facilitação da absorção do ferro, na formação dos dentes e ossos e favorecimento da cicatrização de queimaduras. 
A vitamina C age na primeira linha de defesa contra radicais livres, promovendo resistência a infecções através da atividade imunológica de algumas células de defesa e do processo de reação inflamatória. 
As antocianinas são encontradas nas alcachofras de cor arroxeada e são anticancerígenos. A planta ainda é rica em inulina, substâncias prebiótica que ajuda no desenvolvimento de bactérias para o intestino que favorecem o seu funcionamento. 
A alcachofra é rica em fibras alimentares. Elas auxiliam na manutenção de uma flora bacteriana intestinal saudável, melhorando o ritmo intestinal, contribuindo para o controle do colesterol e de glicose no sangue (prevenção e controle de diabetes) e diminuem o risco de certos tipos de câncer, como o de colón. Mas é muito importante salientar que a flora bacteriana intestinal está diretamente ligada ao sistema imunológico. Isto significa dizer que intestino saudável, sistema imunológico reforçado. 
As vitaminas do complexo B presentes na alcachofra agem como fatores de formação de glóbulos vermelhos e são relevantes para a produção do material genético prevenindo má formação fetal. Já a vitamina K auxilia no processo de coagulação de sangue. 
A alcachofra também oferece minerais como potássio para regular a pressão do pH sanguíneo ajudando nos processos digestivos, o manganês que possui uma função de antioxidante e colabora para os processos metabólicos e o fósforo para ajudar na regeneração de tecido e assegurar a saúde dos ossos e dentes. Todos os minerais ajudam no bom funcionamento do sistema imunológico. A alcachofra pode ser consumida com a salada ou em versão de chá.  
Além do baixo valor calórico (cerca de 50kcal por 100g), as fibras podem auxiliar no processo de emagrecimento, pois aumentam a sensação de saciedade. Porém, não basta tomar chá ou consumir alcachofra, é importante aliar um estilo saudável baseado no exercício físico e também seguir com uma alimentação saudável para que ocorra a perda de peso saudável.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Feijão é aliado da saúde do coração e ajuda a reduzir o risco de câncer

Leguminosa é rica em antioxidantes e, quando aliada ao arroz, se torna uma fonte de aminoácidos essenciais

O feijão, riquíssimo em nutrientes essenciais, é a base de muitas dietas ao redor do mundo e aqui no Brasil não é diferente. A leguminosa é fonte de proteínas (22%), carboidratos (60%), fibras (5%), vitaminas do complexo B, vitamina A, folato, ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, zinco, manganês e molibdênio. Seu alto teor de fibras ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer de cólon. Além disso, contribui para o aumento do bolo fecal e um melhor funcionamento do intestino. 

Arsenal de nutrientes e antioxidantes

Foram isoladas duas das principais proteínas presentes no feijão preto, fasolina e lectina, que atuam como antioxidantes e podem reduzir a pressão arterial, além de remover metais tóxicos do corpo, de acordo com um estudo conduzido por investigadores da National School of Biological Sciences (México). Estes resultados reforçam outros estudos que elegem o feijão como benéfico para a saúde do coração. As proteínas do feijão preto também têm propriedades biológicas e nutrientes que ajudam a baixar a glicose, colesterol e triglicérides. 

Fibras e fitoquímicos

O feijão é rico em fibra solúvel, que contribui para normalizar os níveis de colesterol. Com efeito, os ensaios clínicos mostram que comer feijão com frequência reduz os níveis de colesterol LDL e triglicérides, e aumenta os níveis de colesterol HDL. Feijão também é rico em fitoquímicos, como fenóis e antocianinas, com propriedades antioxidantes: segundo um estudo feito pelo U.S. Department of Agriculture três dos quatro alimentos com os maiores níveis de antioxidantes são feijões (vermelho, preto e carioquinha). 

Ação contra diabetes e câncer

Antioxidantes removem os radicais livres do corpo e assim diminuem o risco de doenças crônicas: menor risco de diabetes, obesidade, doenças degenerativas e câncer. A pesquisa mostrou que o consumo frequente de feijão reduz o risco de incidência de câncer de próstata, cólon, fígado, pulmão e mama. Esta ação protetora é atribuída aos fitoquímicos do feijão, incluindo flavonoides, taninos, ácido fítico, triterpenos e fitosteróis. 

Amido resistente e peso corporal

O amido resistente, como o nome diz, é um tipo de carboidrato que resiste à digestão, e o que não é digerido não é absorvido. Então ele entra no seu corpo, ocupa espaço e é eliminado sem somar calorias. O fato de ser de difícil digestão faz o organismo queimar calorias extras na tentativa de quebrar este tipo de amido. As melhores fontes de amido resistente são as leguminosas, e o feijão preto é o campeão no quesito, 63% do conteúdo de amido total é de amido resistente. Uma concha de feijão preto cozido (100 gramas em média) contém 18 gramas de amido resistente. 

Arroz e feijão, um par perfeito

Uma proteína de alto valor biológico contém todos os aminoácidos essenciais ao nosso corpo - as proteínas de origem animal são assim. No reino vegetal nem sempre todos os aminoácidos estão presentes em um só alimento. Existem 20 aminoácidos principais, e destes 10 são considerados essenciais, ou seja, o corpo não consegue produzi-los sozinho e depende da ingestão de alimentos que os contenham. O perfil de aminoácidos essenciais do arroz é incompleto, contendo baixas quantidades de lisina. O feijão é pobre no aminoácido metionina. Quando o arroz é associado ao feijão, o perfil se completa, e o valor nutricional da dupla é inquestionável. 

Quanto e como comer

O feijão tem muitas variedades e é interessante usar toda a gama de grãos na dieta: preto, branco, fradinho, carioquinha, azuki, verde, vermelho, etc. Uma concha, com 130 calorias, é a quantidade diária indicada para obter os benefícios. O feijão sempre deve ser deixado de molho por 12 horas antes de cozinhar, para eliminar o excesso de fitatos e ajudar a germinar o grão. Ele pode ser cozido e comido com arroz, pode fazer parte de sopas e saladas e ser preparado como um patê ou purê.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Conheça a melhor fruta para emagrecer, reduzir o colesterol e a pressão alta


Veja as melhores aliadas para tratar o diabetes, prevenir a azia, entre outros problemas
O consumo de frutas é muito importante para uma alimentação equilibrada. Quanto maior a variedade delas, melhor para a nossa saúde, já que suas diferentes cores garantem uma quantidade maior e mais variada de fitoquímicos, elementos que fazem bem para a nossa saúde. "As frutas possuem cores diferentes, pois tem vitaminas e minerais em diferentes quantidades", explica o nutricionista Israel Adolfo. Porém, essas propriedades variadas garantem efeitos específicos em alguns casos, o que faz com que algumas frutas sejam muito importantes para o dia a dia. O ideal é consumir de três a cinco porções diárias para obter a quantidade de vitaminas, nutrientes e fibras que o organismo necessita para funcionar. Mas já que a ideia é otimizar os benefícios dessa turma para a sua saúde e para a dieta, está na hora de fazer as escolhas certas. Veja que frutas você não pode deixar de incluir no cardápio, de acordo com a necessidade:

Maçã para dar saciedade e reduzir o inchaço
A chave para o emagrecimento está em reduzir as calorias ingeridas e aumentar as gastas. Para ter sucesso na primeira empreitada, aumentar a saciedade é essencial, e as frutas em sua maioria oferecem essa característica. "Todas são muitos importantes no processo de diminuição da gordura corporal, pois são ricas em fibras e proporcional uma grande oportunidade de mastigar. Para isso, índico frutas mais duras, como a maçã", classifica o nutricionista Israel Adolfo.
Para completar o combo, a mação oferece outras vantagens, como a presença de pectina. "Esse é um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago e arrasta a gordura para fora do organismo", ensina a nutricionista e clínica Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional no Brasil. Suas fibras insolúveis da casca ficam no estômago por mais tempo, retardando mais ainda a fome. E fechando o currículo da fruta, ela ainda tem uma boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos e, com ele, parte do inchaço.
Abacate para reduzir o colesterol
Essa fruta é rica em gordura monoinsaturada, aquela considerada amiga do nosso organismo. "O ácido oleico, a mesma gordura do azeite de oliva, protege os vasos sanguíneos e o coração contra infartos, tromboses, entupimento das veias, doenças cardíacas e bloqueia a ação do LDL, chamado de colesterol ruim", explica a nutricionista Daniela. Por isso, o consumo regular do abacate reduz os níveis de colesterol total e eleva os de HDL, o chamado colesterol bom. Mas vale um alerta, já que a fruta tem muitas calorias. "Para apresentar apenas os benefícios, deve ser consumida na quantidade de uma colher de sopa ao dia", ressalta Israel Adolfo. E nada de consumi-lo com açúcar, prefira o cacau em pó se há necessidade de incrementar o gosto, como sugere a nutricionista clínica Nicole Trevisan.

Banana para diminuir a queimação
A banana, principalmente quando está verde, tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia. "Um estudo preliminar cita que a fruta possui um flavonoide conhecido como leucocianidina, que previne contra o desenvolvimento de úlceras estomacais", explica o nutricionista Israel Adolfo. Além disso, antes de amadurecer ela tem mais amido, que é digerido primeiramente na boca, o que faz com que o estômago produza menos ácido para efetuar a digestão e irrite menos as paredes estomacais, como ressalta Daniela Jobst. Com o processo de maturação, esse amido vai se convertendo em frutose. Mas é preciso cuidado com um tipo em específico. "A banana nanica é ácida, não sendo indicada para quem tem gastrite", alerta a nutricionista Nicole Trevisan.

Limão para quem tem diabetes
A maior parte dos benefícios da fruta é voltada para a saúde do coração, que não deixa de ser prejudicada quando a pessoa tem diabetes, já que a alta da glicose no sangue desgasta e prejudica as artérias e veias. "A alta concentração de ácido nicotínico no limão protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. O alimento também diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose", ensina a nutricionista Daniela Jobst.
Ele também evita hemorragias, devido à presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, o que é vantajoso ao paciente com diabetes devido a sua dificuldade de cicatrização. Por fim, a parte branca do limão e a casca também contém pectina, "quando ela é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares", desvenda Nicole Trevisan. Isso evita picos glicêmicos, inimigos de quem tem diabetes.

Uva para proteger o envelhecimento celular
Frutas de cores avermelhadas são ricas em antioxidantes. "Eles são compostos necessários para neutralizar os radicais livres, evitando assim que reajam com alguma célula e as destruam. Eles são naturalmente formados em nosso organismo nas reações metabólicas habituais e em situações como estresse, consumo de álcool, tabagismo, entre outros", define Israel Adolfo. Normalmente, os radicais livres são causadores de lesões nas células e tecidos, o que pode provocar diversas doenças à longo prazo. A uva é uma fruta rica em antioxidantes, principalmente na casca e na semente. "As pró-antocianidinas, presente nas cascas e sementes da fruta, são considerados super antioxidante, 20 vezes mais potente que a vitamina C e 50 vezes mais que a vitamina E", explica a nutricionista Daniela Jobst.
Acerola
Acerola para aumentar a imunidade
A laranja que nos perdoe, mas não há fruta com mais vitamina C do que a acerola. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) da Unicamp, uma laranja tem cerca de 57 mg de vitamina C, contra 104 mg, aproximadamente, de uma única acerola. E o nutriente é muito importante para o sistema imunológico, pois participa da produção das células de defesa do organismo além de modular o funcionamento da nossa proteção natural. "Encontramos vários artigos que ressaltam a importância desta vitamina no aumento e manutenção da atividade de células do sistema imunológico, como, por exemplo, os mastócitos e macrófagos", considera o nutricionista
Morango para blindar o coração
Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston (Estados Unidos) em 2013 demonstrou que mulheres que consumiam morangos e mirtilos tinham menos chances de infartos do miocárdio. A grande responsável pelo benefício é uma substância chamada antocianina, presente em frutas de coloração vermelha e azul. "Ele também ajuda a reduzir a pressão graças à procianidina", acrescenta Daniela Jobst, nutricionista funcional a clínica

domingo, 14 de setembro de 2014

Banana previne câimbras e ajuda a diminuir o estresse

Alimento é rico em fibras, vitaminas e em minerais essenciais para a saúde

  Especialista Minha Vida
Considerada uma das culturas mais antigas do mundo, o plantio de bananas teria se originado no Sudoeste Asiático. Atualmente o Brasil produz aproximadamente seis milhões de toneladas por ano de banana, sendo a fruta de maior aceitação e consumo, tendo em média o consumo de 35 kg/habitante/ano. 
A banana é uma excelente opção de fruto a ser consumido diariamente, uma vez que é rica em carboidratos ? macronutriente responsável pela função energética, fornecendo glicose às células. Além disso a banana é rica em fibras e minerais, importantes para saúde intestinal e metabólica. A banana ainda possui a vantagem de ser prática e conveniente para o consumo, a casca da banana constitui-se em uma ?embalagem? individual, de fácil remoção e higiênica. 
Abaixo alguns tipos de banana e suas características nutricionais: 
Banana nanica: Esta variedade de banana possui casca fina e cor amarelo esverdeada. A banana Nanica possui sabor doce, textura macia, e tamanho inferior à 12 cm. Cultivada na América Latina. 
Banana prata: É considerada um pouco menos doce, mais consistente e um pouco maior do que a banana Nanica, possuindo até 15 cm de comprimento. Possui casca com cinco facetas de cor amarelo esverdeada. 
Banana da terra: Muito utilizada para a fritura e consumida no Norte e Nordeste brasileiros a banana da terra é rica em amido, este tipo de banana apresenta o maior tamanho dentre todas as variedades, podendo chegar a medir 30 cm e pesar 500 gramas. Sua casca é amarela escura e quando madura, apresenta manchas pretas. 
Banana maçã: Mais consumida no centro -sul  brasileiro a banana maçã é pequena (até 15 cm), de casca fina, amarelo clara. Tem sabor adocicado e pode ser acompanhada de aveia ou farinhas integrais. 
Banana ouro: Produzida e consumida no litoral paulista. Dentre as bananas é a que possui menor tamanho, máximo 10 cm. Possui forma cilíndrica, polpa doce e casca fina na cor amarelo ouro
Banana verde: A banana ainda verde é considerada um alimento funcional uma vez que apresenta um alto conteúdo de amido resistente. Este amido tem ação similar as fibras alimentares. Além disso a banana verde pode ser utilizada para controle de glicemia uma vez que o amido resistente aumenta o tempo de digestão dos carboidratos ingeridos, liberando menores quantidades de glicose na corrente sanguínea. 
Com relação ao consumo de banana e seu impacto na saúde intestinal, estudos recentes tem verificado que o consumo da biomassa de banana verde por conter amido resistente, que não é digerido e nem absorvido no intestino delgado podendo trazer benefícios para o indivíduo. O amido resistente é fermentado no intestino grosso produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, regulando assim tanto casos de constipação quanto de diarreia. 
Sabe-se por mitos populares que o consumo de banana maçã teria o efeito de constipação intestinal, enquanto outras bananas como prata, ouro, nanica seriam neutras, porém ainda não existem estudos científicos que comprovem este efeito. 
Ainda ressaltando qualidades nutricionais das bananas em geral como dissermos anteriormente são excelente fonte de minerais. O consumo de 2 bananas ao dia nos dá 50% da quantidade necessária de manganês. Este mineral está relacionado com a diminuição de radicais livres, prevenindo o envelhecimento das células e doenças cardiovasculares
As bananas são famosas ainda por conter potássio, em média 100g de banana possui 350mg de potássio, sendo a recomendação diária de 4700 mg. O potássio é responsável pelo equilíbrio de água e sódio no corpo, regulação neuromuscular e crescimento das células. É essencial para praticantes de atividade física uma vez que o potássio está presente nas reações musculares e sua carência pode levar a câimbras e lesões. 
A banana ainda é considerada uma excelente fonte de vitaminas como a vitamina B6 (em 100 gramas temos 0,7 mg), importante para a normalização de hormônios esteroides. Também apresenta uma quantidade mediana de vitamina B9 (em 100 gramas temos 36 mcg de ácido fólico), importante para evitar quadros de anemia, complicações gestacionais, má formação fetal entre outros benefícios. 
A banana ainda pode ser uma excelente aliada na modulação do estresse e da ansiedade, uma vez que contém triptofano um aminoácido essencial, ou seja, nosso corpo não é capaz de produzir e precisamos ingerir pela alimentação. Este aminoácido quando ingerido é levado para o sistema nervoso central (SNC) onde será convertido em serotonina, neurotransmissor que leva a sensação de bem estar. 
Com relação a recomendação da quantidade de bananas ao dia, não existe uma determinação, mas segundo a Organização Mundial da Saúde deveríamos consumir 5 frutas diariamente e de preferência diferentes a fim de obter nutrientes diversificados. Portanto, consumir de 1 a 2 bananas ao dia seria o ideal. Ela pode ser ingerida no café da manhã ou pré-treino acompanhada de um cereal integral como a aveia ou linhaça ou semente de chia ou servir como um lanche intermediário da manhã ou da tarde acompanhada de um iogurte ou batida com leite desnatado, a fim de quebrar o jejum e fornecer glicose principalmente para o cérebro. 
Por fim, vale ressaltar que muitas pessoas associam o consumo de banana ao ganho de peso. O acúmulo de gordura localizada só pode ser associado a uma má alimentação, desequilíbrio entre gasto energético e ingestão calórica ou desequilíbrio hormonal, sendo assim, o consumo de banana quando moderado, máximo 2 bananas ao dia, não pode ser associado ao ganho de peso e pode ser ingerido por quem está de dieta.  
*Artigo elaborado em colaboração com a nutricionista Karina Valentim da PB Consultoria em Nutrição.

sábado, 13 de setembro de 2014

Muito cansado? Conheça 14 causas que podem estar por trás de sua fadiga


Fatores variam de problemas no coração até excesso de cafeína

O estresse do dia a dia e a necessidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo podem fazer a fadiga perturbar a rotina, o que torna difícil até mesmo atividades corriqueiras. No entanto, nem sempre essa fadiga quer dizer que você está precisando apenas de um descanso. Confira o que pode estar por trás dessa sensação de cansaço incessante. 

Pouco tempo de sono

O período do sono serve para repor nossas energias. É nesse período que acontece a síntese de proteínas, fazendo com que o cansaço do dia desapareça. Assim, se não há o tempo de sono adequado, a fadiga bate à porta.

"A quantidade de sono necessária depende do cansaço físico e mental, da idade e até da genética de cada indivíduo. Em média, um adulto deve dormir entre sete e oito horas por dia", explica Shigueo Yonekura, neurologista e especialista em sono do Instituto de Medicina e Sono.

Para que o seu sono tenha qualidade, é necessário que ele passe por todos os estágios, sendo cinco ao todo. Os dois primeiros representam o sono superficial, consumindo entre 55 e 60% do tempo dormido. Nos estágios três e quatro, acontece o descanso "físico", que dura 20% do tempo. O quinto e último estágio ocupa os 20% restantes do tempo e nele acontecem os sonhos, considerados importantes para preservar a memória. 

Apneia do sono

Esse distúrbio é caracterizado pelo fechamento repetitivo da passagem do ar pela garganta durante o sono, podendo interromper a respiração por até 40 segundos. Essas pequenas paradas fazem com que o indivíduo acorde durante a noite, interrompendo o sono. "Fadiga, falta de concentração, alteração de humor e perda de memória e libido são sintomas comuns de quem sofre de apneia", conta o neurologista Shigueo Yonekura.

Para detectar o problema, é necessário procurar ajuda médica, pois apenas exames em um laboratório de sono podem indicar o distúrbio. Em alguns casos, o tratamento se restringe à perda de peso, já que a gordura em excesso na região do pescoço estreita ainda mais a laringe, provocando a doença.  

Sedentarismo

Subir um lance de escadas e já ficar cansado é apenas um dos incômodos que a vida sedentária traz. É comum pessoas que não fazem nenhuma atividade física se sentirem fadigadas ao menor sinal de esforço.

Isso se deve à falta de condicionamento do sistema cardíaco, ou seja, o coração não bate saudável a ponto de mandar sangue para o corpo todo. Desse modo, explica o cardiologista João Vicente da Silveira, do Hospital São Luiz, por causa do acúmulo de ácido lático nos músculos, o sistema muscular acaba fraco.

Para resolver esse problema, não há outra solução: mexa-se! "O sedentário tem que se mexer, fazer caminhada, natação, hidroginástica", aconselha João Vicente, que lembra que a falta de tempo ou dinheiro não é desculpa para ficar parado. Descer do ônibus a dois ou três pontos de seu destino, caminhar até a padaria ou o banco, trocar o elevador pela escada são dicas valiosas para quem ainda insiste em dar desculpas. 

Anemia

A sensação de fadiga pode estar ligada a essa doença, que nada mais é do que a diminuição da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes pelo corpo.

"Quem tem anemia acaba transportando menos substâncias, o que não é aceito pelo organismo. O coração exige mais trabalho, levando ao fracasso dos músculos", esclarece o nutrólogo José Alves Lara Neto, vice-presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com tratamento, a fadiga desaparece completamente. 

Alergia ao glúten

Quem possui essa alergia alimentar, segundo o nutrólogo José Alves Lara Neto, sente-se sem energia para nada. Ele explica que isso acontece porque a glutenina, proteína formadora do glúten, provoca uma irritação no intestino, diminuindo a absorção de outras substâncias. Por isso, é importante detectar rapidamente a alergia ao glúten. 

Consumo de café

Quem diria! A cafeína, conhecida por fornecer energia, pode ser o agente causador da fadiga inexplicável. Essa substância é termogênica, logo, obrigará teu organismo a gastar mais energia. No entanto, quando você não tem essa energia para gastar, tudo o que fica é o cansaço, a moleza... "Ela não dá energia, só estimula a gastar", sintetiza o nutrólogo José Alves Lara Neto. 

Desidratação

O consumo de água adequado é vital para o bom funcionamento do organismo. Assim, o corpo desidratado está disfuncional. "A água serve pra manter a temperatura do corpo. Se você não toma muita água, o seu organismo vai esquentar e cansar muito rápido", conta o nutrólogo José Alves Lara Neto.

Para saber qual é a quantidade certa de água que você deve consumir diariamente, multiplique seu peso por 0,03. Seguindo esse cálculo, uma pessoa de 70 quilos deve tomar, aproximadamente, 2,1 litros de água por dia. 

Cigarro

Mais um motivo para largar o cigarro: ele te cansa, e por vários motivos. O primeiro deles, segundo a pneumologista Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano, do Hospital do Servidor Público Estadual é que quem fuma tem maior concentração de monóxido de carbono no sangue, que compete com o oxigênio para fazer ligação com a hemoglobina. Assim, o fumante tem menor concentração de oxigênio correndo pelo sangue, o que dá a sensação de fadiga.

Outro motivo é que, entre os componentes do cigarro, estão alguns que aceleram o catabolismo - conjunto de reações metabólicas que liberam energia no organismo -, levando à perda desnecessária dessa energia. Além disso, a nicotina diminui a quantidade de oxigênio que chega à periferia do organismo, piorando o cansaço.

"Por último, quem fuma tem perda maior de função pulmão por causa da ação dos componentes do cigarro no órgão. Eles levam à inflamação dos brônquios, que ficam mais obstruídos. Vários componentes oxidantes destroem as ligações entre os alvéolos, causando enfisema pulmonar", completa a pneumologista, enfatizando que isso leva à fadiga. Se esse é o seu caso, não há saída além de apagar o cigarro.

Diabetes

Quando mal controlada, essa doença também causa fadiga. O diabetes, explica o endocrinologista César Hayashida, do Hospital Santa Cruz, causa desequilíbrio no metabolismo, desequilibrando também a parte do controle de líquidos do corpo.

"Existe a deficiência relativa ou absoluta de insulina, então o metabolismo de nutrição não é feito de maneira adequada. Assim, há perda de liquido e desidratação", pormenoriza. Esse desarranjo é o grande responsável pela fadiga em portadores do distúrbio. Com o controle da doença, entretanto, a fadiga tende a melhorar consideravelmente. 

Distúrbios da tireóide (hipotireodismo ou hipertireodismo)

Embora sejam dois distúrbios extremos, tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem causar fadiga, embora não da mesma forma. No caso do hipertireoidismo, o doente tem o metabolismo acelerado, o que faz com que seu corpo faça um esforço desnecessário. Assim, mesmo sem qualquer atividade física, seu coração baterá mais acelerado. Em dias quentes, ela sente cansaço equivalente ao da prática de atividade física.

Já no hipotireoidismo, acontece o contrário. "Como também há alteração no funcionamento do coração, a pessoa fica cansada sem fazer esforço", conta o endocrinologista César Hayashida. É como se tudo ficasse mais lento, até mesmo o cérebro, dificultando a execução de tarefas.  

Síndrome da fadiga crônica (SFC) ou fibromialgia

A síndrome da fadiga crônica (SFC) é um mal sem causa identificada, comumente associada à fibromialgia, onde o quadro de cansaço não melhora nem com o descanso. É complicado, até mesmo para especialistas, separar essa síndrome da fibromialgia, que é uma síndrome de amplificação dolorosa não inflamatória e crônica de difícil diagnóstico. Isso porque a fadiga aparece na grande maioria dos casos de fibromialgia, que também pode estar relacionada a dores e distúrbios do sono do paciente.

"A fibromialgia é uma doença que tem a fadiga como um dos sintomas principais. Ao mesmo tempo, na síndrome da fadiga crônica, o principal sintoma também é a fadiga. Então, pode acontecer do paciente ter as duas doenças", conta Roberto Heymann, coordenador do ambulatório de fibromialgia da Unifesp.

A fadiga causada por esses distúrbios é arrebatadora. O doente já acorda de manhã muito cansado, o que piora durante o dia e, apesar de descansar, o cansaço não melhora. Se esse quadro persistir durante três meses, é importante procurar um reumatologista, que saberá diagnosticar. "A fibromialgia é um diagnostico de inclusão, ou seja, se o paciente preenche os critérios, ele tem. Na SFC, você tem que afastar outras doenças", explica Heymann, que reitera que, ao contrário de doenças virais ou autoimunes, nenhum dos dois distúrbios causa fadiga muscular, mas sim a falta de energia.

Embora ainda não exista tratamento adequado para essas síndromes, ele tem sido feito com o uso de antidepressivos, derivados de anfetaminas (para melhorar o quadro de falta de energia) e até mesmo GH (hormônio do crescimento), além de atividades físicas e medidas para a melhoria da qualidade de sono do paciente. 

Depressão

Para o depressivo, é ainda mais difícil conseguir forças para realizar qualquer atividade, até mesmo as mais corriqueiras. A extrema falta de energia e vontade é um dos principais sintomas da doença, que também incluem queda de concentração, alterações do apetite e sono e pensamentos negativos constantes.

Depressão é coisa séria e exige tratamento adequado, que envolve terapia e uso de medicação. "Em geral, a fadiga melhora com o uso de antidepressivos, principalmente os que aumentam a noradrenalina". 

Estresse

Nosso corpo tem um balanço de forças motivadoras e calmantes - os sistemas noradrenérgico e serotoninérgico. Enquanto o primeiro faz com que você tenha força e vontade, o segundo está ligado à calma. Toda vez que o indivíduo passa por situações de estresse, há um descompasso desse balanço. "Se há predomínio da serotonina em relação à noradrenalina, há a fadiga", explica Sérgio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano. Se esse é o seu caso, está na hora de relaxar! 

Doenças cardíacas

A fadiga é o primeiro sintoma que indica que algo não está bem com o seu coração. Quando ele está fraco ou dilatado, não bombeia o sangue com eficiência, causando a fadiga. Por isso, a fadiga é o primeiro sintoma de inúmeras doenças cardíacas: angina, infarto agudo do miocárdio, pós-infarto, artérias entupidas, pressão alta, insuficiência cardíaca, arritmia, doenças valvulares, fibrilação atrial, entre outras.

"O sangue chega muito devagar em todas as partes do organismo, inclusive no cérebro, o que favorece o aparecimento do Alzheimer", alerta o cardiologista João Vicente da Silveira. Por isso, ele ressalta a importância do check-up, principalmente a partir dos 40 anos.