Cuidados na alimentação do paciente que sofreu um infarto
infarto agudo
do coração, segundo estatísticas atuais. E o mais preocupante é que
homens abaixo de 40 anos e mulheres estão também ocupando uma parte
destes novos casos, o que antigamente era uma exceção. Fatores como
tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de cardíacos, elevação do colesterol, diabetes e má alimentação sempre foram contribuintes para engordar estas estatísticas.
Estima-se que no Brasil 300 mil pessoas por ano recebam o diagnóstico de
Além dos medicamentos prescritos pelo
cardiologista e de um acompanhamento rigoroso e periódico com este
especialista, como deve ser a alimentação deste grupo de pessoas? Será necessária alguma mudança? Sem dúvida que sim, pois a chance de um novo infarto provavelmente aumentará com a persistência de uma dieta inadequada.
Vamos então aos fatos. Um estudo
conhecido como Inter-Heart concluiu que uma alimentação mais rica em
verduras, legumes e frutas,
pelo menos 400 gramas por dia, somando todos eles, é capaz de diminuir
os riscos de doenças cardíacas, pelo menos o primeiro infarto. Isto nos
faz crer que provavelmente pode contribuir para diminuir o risco de um
novo episódio (reinfarto), embora poucos estudos foram publicados para
afirmar esta prevenção secundária.
Alimentos que devem ser evitados
Outra questão importante é o papel do
tão falado "colesterol ruim" (LDL) como desencadeador do "entupimento"
dos vasos sanguíneos levando ao infarto agudo do miocárdio. Uma parte
do colesterol ruim que circula pelo nosso sangue vem de alguns alimentos
que ingerimos e logicamente evitá-los faz parte da estratégia
nutricional, sendo eles:
- Leite integral, queijos amarelos (cheddar, prato, muçarela, parmesão, meia cura, gouda, emmental, gruyére, provolone), requeijão integral, catupiry e manteiga.
- Embutidos como bacon, mortadela, salame, presunto, linguiça.
- Carne vermelha, pele de frango, carne de porco.
- Óleo de dendê e óleo de coco.
- Gordura hidrogenada (trans) utilizada na fabricação de sorvetes, molhos prontos, recheios de bolachas e pães doces e margarinas também elevam o colesterol ruim. Nas frituras também se forma a gordura trans.
Alimentos que devem ser consumidos
Vale lembrar que as fibras ajudam no
controle do colesterol, pois diminuem sua absorção no intestino. Vários
estudos apontam que a consumo de 25 gramas por dia de fibras pode
diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Mas aonde elas estão
presentes? As melhores fontes são: vegetais folhosos, alface, rúcula,
agrião, escarola, couve e outras. Aqui uma observação: pacientes em uso
de medicamento anticoagulante não devem exagerar no consumo de vegetais
verde escuros, pois a vitamina K presente nos mesmos pode afetar o
efeito desta medicação. Outras fontes de fibras: legumes, cereais
integrais (pães integrais, aveia,
arroz integral, etc), casca de frutas como maçã, pera, goiaba entre
outras. Aliás, existe um ditado americano que diz que quem come uma maçã
por dia visita menos o cardiologista.
A gordura poli-insaturada ômega 3 também
tem sido considerada "protetora" das artérias do coração e são muito
bem vindas na dieta do paciente infartado. Estão presentes em peixes
como salmão, atum, arenque, sardinha, cavala. No reino vegetal são
encontradas no óleo de linhaça (ou mesmo nas sementes moídas), semente
de chia, oleaginosas e algumas algas marinhas.
Sabe-se também que o colesterol só se
torna "ruim", ou seja, passa a ter o poder de entupir nossos vasos
sanguíneos quando ele se "oxida", sendo então fundamental aumentar o
teor de nutrientes antioxidantes no cardápio do dia a dia dos pacientes
cardíacos.
Os principais nutrientes antioxidantes
são: vitamina C, presente em boas quantidades na laranja, limão, goiaba,
tangerina, kiwi e acerola, vitamina E, encontrada no azeite
extravirgem, abacate, gérmen de trigo, selênio, castanhas, amêndoas e
avelãs, carotenoides, presente nas cores dos vegetais como cenoura,
tomate, abóbora, manga, berinjela, cebola roxa, gojiberry, mirtilo,
entre outros. Outros alimentos como a soja também se mostraram
eficientes na diminuição do risco de desenvolvimento de doenças
cardíacas, segundo alguns estudos.
Para encerrar fica a dica de que a
prevenção ainda é o melhor caminho para diminuirmos a chance de termos
um infarto do coração. Atividade física frequente e supervisionada (pelo
menos 150 minutos por semana), manter o peso em níveis adequados, não
fumar e nem abusar do álcool, ter uma alimentação saudável como a
descrita acima e fazer exames médicos periódicos ainda são as atitudes
mais eficientes que podem evitar as doenças cardiovasculares.
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